“É proibido armar a barraca na praia”. Esse é o título de capa da edição de hoje (18) de um jornal popular de Minas Gerais. Segundo o canal de notícias, a proibição das tendas nas areias da praia de Guarapari vem deixando os mineiros irritados e alguns até anteciparam a volta para casa para não terem que alugar guarda-sóis na praia.

A matéria de uma página inteira, na sessão cidades, vem em destaque como notícia do dia e chama atenção para o valor da multa para quem desrespeitar o decreto que proíbe que as tendas sejam colocadas nas areias: 748 reais.

O texto inicia falando da espera dos mineiros pela chegada do verão e a possibilidade de virem para as praias do Espírito Santo, mas afirma que essa relação de amor pelo nosso litoral vem sendo estremecida por alguma polêmica.

 Polêmicas. O jornal relembra que o ex-prefeito Orly Gomes já havia dito em outra época que turista pobre não era bem vindo na cidade e que uma dona de barraca reclamou no Facebook que os mineiros eram folgados, e agora uma nova polêmica aflige a vida dos turistas mineiros: o decreto que proíbe as tendas nas praias, o que está, segundo o jornal, deixando os turistas revoltados.

Segundo o canal de notícias, a proibição das tendas nas areias da praia de Guarapari vem deixando os mineiros irritados.

A matéria cita o caso de um comerciante da região metropolitana da capital de Minas Gerais que encurtou as férias pois foi abordado por fiscais e impedido de armar sua tenda, após o seu quarto dia na praia. Segundo o comerciante, ele havia trazido a tenda para abrigar seus seis parentes e teria que desembolsar mais de R$700 reais com aluguel de sombrinhas e cadeiras para continuar suas férias.

Justificativa. O jornal traz a justificativa da Prefeitura Municipal de Guarapari de que as pessoas marcam espaço com as tendas, e que o município já teve que responder ao Ministério Público e outros órgãos em função de denúncias recebidas relatando o uso abusivo de espaços públicos.

Além da nota oficial da prefeitura, a matéria traz ainda uma entrevista com a secretária de postura do município, segundo a qual o uso desordenado do espaço público foi o principal motivador para a proibição, a secretária reconheceu a dificuldade em avisar a todos, mas disse que o trabalho vem sendo feito por meio de panfletagem, carros de som, placas e a fiscalização em si. Segundo a mesma, ainda não houve multa, nem barraca recolhida, os fiscais estão apenas fazendo o trabalho de conscientização.

 Turista. O Portal 27 ouviu o turista mineiro Antonio Eustaquio Ribeiro, que tem casa na cidade e é empresário em Minas Gerais. Segundo ele, cada ano Guarapari dispersa mais os turistas e está perdendo público para as praias do nordeste por esse tipo de polêmica. “Esse tipo de coisa já vem acontecendo tem tempo. Eu sou contra o turista estragar a cidade toda, sujar e não deixar nenhum lucro, mas é muito difícil você chegar em Guarapari e ver que não é bem-vindo, parece que eles desprezam o mineiro e isso dá uma repercussão imensa” disse Antônio.

Ainda se acordo com o ele  “Muitos turistas aqui de Minas têm casa em Guarapari, que pagam impostos. Outros estados se aproveitam desses vacilos, a Bahia está fazendo um trabalho imenso dentro de Minas Gerais, chamando o turista. Cada dia que passa as praias estão mais vazias dos bons turistas. A prefeitura daí gosta muito de promover o nome de Guarapari com polêmicas e isso está queimando o filme da cidade. No dia que os governantes daí passarem a administrar a cidade como profissionais Guarapari vai explodir para o mundo”, afirmou.

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