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Paulina Aleixo criticou o Projeto de Lei nº 003/215, de autoria do vereador Jair Gotardo. que pedia a retirada de oração das sessões.

O Estado brasileiro é laico. O que significa dizer que os poderes no Brasil devem ser neutros no campo religioso. Ou seja, Estados e municípios devem ter como princípio a imparcialidade em assuntos religiosos, não apoiando ou discriminando nenhuma religião.

Mas na Câmara Municipal de Guarapari,  a  sessão da última terça-feira (14), mostrou que os vereadores não tem essa imparcialidade, pois uma polêmica se abriu no Plenário Ewerson de Abreu Sodré.

Quase todos os vereadores fizeram críticas quanto a implementação do rotativo, mas a discussão ficou mais acalorada mesmo quando a vereadora Paulina Aleixo criticou o Projeto de Lei nº 003/215, de autoria do vereador Jair Gotardo.

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Jair queria uma modificação na lei.

O projeto previa a retirada da oração após a leitura da bíblia que é feita em todas as sessões. Paulina, erroneamente, disse que o projeto seria votado naquele dia. O que não procede, pois o mesmo estava apenas em primeira discussão. Ela ainda acusou os parlamentares de estarem fazendo uma manobra para evitar a votação.

Por sua vez, Wanderlei Astori, presidente da Casa, explicou que o projeto estava sim na pauta. Porém, em primeira discussão e não em votação. Ainda segundo ele, está havendo descumprimento do regimento, pois somente Paulina faz a leitura e a oração. “O regimento pede que o 1º secretário faça a leitura”, afirmou.

Jair, autor do projeto, pediu que ele fosse retirado da pauta para que fosse feita uma modificação. Ele explicou ainda que não tentou prejudicar ninguém. “Se alguém se sentiu ofendido com o projeto, peço desculpas, pois não foi minha intenção”, afirmou. Agora, segundo Jair, não haverá a retirada da leitura no projeto, porém, ele irá regulamentar a leitura e a oração.