Você já imaginou se deparar com um grande cineasta? Não é necessário ir até a calçada da fama em Hollywood, nem á entrega do Oscar para isso. É possível que você esteja em um fim de tarde caminhando pela orla da Praia do Morro e encontre o Rodrigo Aragão. 

Rodrigo, morador de Guarapari, começou a fazer cinema timidamente na cidade e já tem reconhecimento nacional e internacional. Ao todo seus filmes, a maioria curtas-metragens, já receberam 24 premiações mundo afora. Esta semana ele estreou um novo projeto. Um Museu de Monstros.  (Reveja aqui)

Rodrigo, morador de Guarapari, começou a fazer cinema timidamente na cidade e já tem reconhecimento nacional e internacional.

Portugal. Conversamos com o cineasta que voltou recentemente de Portugal onde ganhou um prêmio com  o filme Mata Negra. “Nosso último filme lançado no circuito no Brasil, continua rodando alguns festivais e ele conseguiu entrar no festival Fantasporto (Festival Internacional de Cinema do Porto) que está em sua 49ª edição, sendo o segundo festival mais antigo de cinema fantástico do mundo, um dos mais tradicionais. Lá o Mata Negra ganhou o prêmio de melhor roteiro, competindo com filmes do mundo inteiro”, afirmou Rodrigo Aragão.

Canal. O cineasta disse que continua na torcida, pois o filme está sendo exibido nessa semana no Canadá, onde também concorre por alguns prêmios.  “E agora dia 14 as pessoas vão poder ver no Canal Brasil, na sessão da meia noite”, afirmou.

Com seis filmes lançados, Rodrigo Aragão já ganhou 8 prêmios em festivais. “Vitória Cine Vídeo em novembro 2018, três no México, festival Macabro (mais antigo do país do México) e Feraton. Ganhamos o prêmio da Argentina de melhor diretor latino americano, no Rio de Janeiro”, afirmou o cineasta.

Esta semana ele estreou um novo projeto. Um Museu de Monstros.

Longas. Os próximos passos de Rodrigo estão voltados para a produção de dois longas e uma série. “Estamos empolgados com o Cemitério das armas perdidas que deve ficar pronto no final desse ano, deve ser lançado fora do Brasil antes. Estamos em busca de financiamento. Momento no país não está bom para o cinema brasileiro. Já escrevi minha primeira ficção científica futurista que se chama Terra Negra”, Afirmou Rodrigo.

Praia do Morro. “Também estou trabalhando em uma série inspirada no Cemitério das Almas Perdidas e em um longa de terror de baixo orçamento que é totalmente fora desse meu universo que se chama Prédio Vazio que vai ser uma história de terror sobre Guarapari, sobre esse fenômeno que existe na Praia do Morro desses prédios imensos que só têm pessoas no verão e no inverno ficam totalmente vazios. Vai ser meu primeiro ponto de local mal assombrado. A história se passa em um prédio, mas vou ter que criar um prédio fictício, porque nenhum dono de imobiliária vai querer uma publicidade pro prédio dele mal assombrado (risos)”, afirmou Rodrigo que teve essa ideia a partir de sua observação sobre a ocupação dos prédios na Praia do Morro.

O ator Eduardo Moscovis e Rodrigo Aragão.

Rodrigo não pretende parar de fazer filmes, mas precisa de verbas para isso, desse modo, não sabe o que ficará pronto primeiro. “Alguns projetos só sairão se a máquina brasileira não parar, outros projetos como a série do cemitério são pra serem vendidos pra fora do país e o prédio vazio é um filme menor, mais fácil que provavelmente vai ser feito com um tipo de financiamento menor. O que vier primeiro a gente faz, o negócio é não parar”, afirmou.

Reconhecimento. Sobre a importância de ser reconhecido, o cineasta afirmou que é muito bom. “Maravilhoso, a gente passa por tanta dificuldade na nossa vida, no Brasil, e ainda mais sendo um cineasta de um estado que historicamente não tem grande tradição no cinema. É muito interessante você ser conhecido de fora pra dentro. É muito difícil ser conhecido no próprio local. A gente quer continuar produzindo, produzir filmes cada vez melhores e maiores que mais pessoas nos vejam. Esse tipo de prêmio nos faz ter certeza que a gente tá no caminho certo”, finalizou.

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