Tribunal aplica multa, mas endereço de Edson Magalhães é desconhecido

A mais recente movimentação envolvendo o ex-prefeito de Guarapari, Edson Magalhães, veio do Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES), que aplicou uma multa de R$ 500 ao ex-gestor por irregularidades encontradas no edital do concurso público realizado em 2020. A penalidade está registrada no processo nº 00511/2026-6.

De acordo com o relatório do TCE, as principais falhas apontadas dizem respeito à forma como foi feita a reserva de vagas e à estrutura dos testes de aptidão física previstos no certame. À época, o entendimento foi de recomendar a suspensão do concurso por conta dessas supostas irregularidades.

Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES), que aplicou uma multa de R$ 500 ao ex-gestor

Apesar das críticas iniciais, após análise mais aprofundada junto ao próprio Ministério Público de Contas, o tribunal entendeu que o concurso pôde ser mantido, mas decidiu aplicar a multa administrativa ao então prefeito, reconhecendo sua responsabilidade pelas falhas identificadas no edital.

Notificação sem destino

O problema agora é outro: a notificação da multa não chegou até Edson Magalhães. O documento foi enviado para o endereço do ex-prefeito registrado no departamento pessoal da Prefeitura de Guarapari, agora sob gestão do atual prefeito Rodrigo Borges. No entanto, os Correios não conseguiram efetuar a entrega.

Segundo informações, os documentos chegaram a ser deixados no prédio indicado, mas logo em seguida foram recolhidos a pedido dos próprios moradores, que informaram que Edson não reside mais no local. Desde então, a administração municipal tenta encontrar um novo endereço válido para concluir a notificação da penalidade.

Câmara também tenta localizar ex-prefeito

E não é apenas o Tribunal de Contas que busca contato com Edson Magalhães. A Câmara Municipal de Guarapari também enfrenta dificuldades para notificar o ex-prefeito. O Legislativo quer que ele se manifeste a respeito de outra decisão do Tribunal de Contas, que rejeitou sua prestação de contas relativas ao mandato anterior.

A ausência de um endereço atualizado tem gerado especulações e uma pergunta recorrente entre moradores, vereadores e autoridades: afinal, onde mora Edson Magalhães?

Enquanto isso, as pendências administrativas se acumulam, e a imagem do ex-prefeito continua atrelada a processos que ainda aguardam respostas — inclusive sobre a própria localização de quem deve respondê-los

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