Na tarde desta sexta-feira (22) a secretária de Saúde Alessandra Gaigher recebeu lideranças comunitárias no depósito de medicamentos do município para apresentar os remédios que foram adquiridos para a cidade. O objetivo era mostrar que o município está em busca de solucionar a situação da falta de remédios nas unidades de saúde.
A secretária explicou que a iniciativa partiu do prefeito. “Na verdade, o prefeito pediu para que a gente reunisse as lideranças comunitárias porque ele gosta de trabalhar com elas e para poder conversar com elas sobre a situação do município em relação a medicamentos e insumos”.

E completou. “Colocamos para eles as questões de processo, contrato, a parte burocrática e das empresas. Estamos esclarecendo dúvidas porque eles são porta-vozes nossos dentro das comunidades e mostrando para eles o que já temos”.
Ainda de acordo com a secretária, novas lideranças serão chamadas. “Hoje foram 10 lideranças. Nós vamos tentar continuar porque são 22 então faltam mais 12. Todo mundo vai ser chamado para conhecer não só essa parte, mas também para trabalhar com a gente diretamente ligados a comunidade que eles representam”.

Para as lideranças comunitárias a visita foi satisfatória. “Está uma maravilha. Eles nos explicaram porque estava faltando e que a demora é porque os remédios veem de longe. Vem do Sul e do Nordeste. Eles já acharam a ponta da corda e agora é só administrar. Eu perguntei a eles se iriam manter assim agora que estamos chegando na alta temporada e me explicaram que já foram feitos os pedidos”, disse o presidente da Associação de Moradores do Olaria, Sandro Simões.
O presidente da Associação de Moradores do Kubitscheck, José Ailton Loiola, mais conhecido como Tcheco, parabenizou a iniciativa. “Quero agradecer ao prefeito Edson Magalhães porque tem 25 anos que participo da Associação do bairro Kubitscheck e nunca fui chamado para uma reunião dessa aqui. Gostei muito e estou saindo abismado pela atenção que as pessoas deram aqui, pela informação que deram a gente e saber que essa gestão não vai deixar faltar medicamentos para o nosso bairro faz com que a gente saía daqui muito feliz”.
Mais remédios. A secretária também afirmou que toda a semana chegam novos medicamentos na cidade. “As medicações chegam todos os dias porque são vários fornecedores que ganharam o processo licitatório. Temos em torno de 30 fornecedores então, geralmente, estamos tendo a entrega de dois distribuidores por semana. A programação está sendo feita assim por eles”.

Alessandra disse ainda que além dos remédios que já estão no depósito, mais estão para chegar. “Não chegou ainda nem a metade do que está previsto. Tem mais para chegar só que estamos tendo dificuldades com as empresas e a questão da distância também por ter sido um pregão eletrônico em que não pode limitar só para dentro do Estado. Essas empresas que ganharam a maior parte dos nossos lotes de medicamentos são de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e São Paulo aí dificulta um pouco a entrega”.
90 dias. Ela também deu uma previsão de quando a situação deve ser normalizada. “Nós acreditamos que a situação, no máximo, normalize em um prazo de 90 dias”, disse a secretária.
A secretária explicou ainda que “já entramos o ano com o estoque praticamente muito baixo. No início do ano também tivemos muitas mudanças, que foram a questão da mudança da gestão e a do sistema que tínhamos. Isso burocratizou mais o processo licitatório certame e a questão das impugnações. Guarapari hoje tem quase 130 mil habitantes e o processo é muito caro. Tivemos algumas impugnações das distribuidoras e devido a elas houve todo esse atraso na conclusão do processo licitatório. Mas hoje todos os processos foram assinados com todos os fornecedores e estamos no prazo de esperar as entregas dos medicamentos por eles”.

Atribuições. Ainda de acordo com ela “Temos uma Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). Ela é o medicamento básico que o município precisa comprar. Nós investimos na saúde básica, não na alta complexidade. Então às vezes a pessoa precisa de um medicamento que é de alta complexidade e acha e por não entender acha que é com o município. Então às vezes ela fala que faltou e não é competência do município e sim do Estado. Mas o que é competência do município, acredito que vamos normalizar a situação sim”, disse Alessandra.










