Uma ação que corre na justiça eleitoral desde novembro do ano passado trouxe de volta a Guarapari o fantasma da instabilidade política. A ação está sendo movida pelo PSDB, partido de Carlos Von, que ficou em segundo lugar na disputa pela prefeitura, e deu entrada na justiça eleitoral contra o prefeito eleito Edson Magalhães (PSD).

Edson ganhou as eleições de Carlos Von por uma diferença de apenas 154 votos.

De acordo com o advogado do PSDB, Hélio Maldonado, o prefeito Edson teria cometido uma série de irregularidades durante a campanha. “Essa ação imputa a campanha do Edson a prática de abuso de poder político e econômico, haja vista a participação dele em inauguração de obras públicas, a utilização de pessoal da prefeitura em benefício da campanha dele, a compra de apoio político de candidatos a vereador e a realização de despesas sem comprovação”, explicou o advogado.

Segundo Hélio, o processo já ouviu todas as partes de acusação e defesa e está quase finalizado. “Já foi realizada a instrução do processo, só falta a sentença. Acreditamos que temos elementos para a justiça julgar procedente a nossa ação”, explicou.

Ainda de acordo com o advogado, apesar das mudanças na lei e depois da mini reforma eleitoral, o que deve acontecer caso a sentença seja confirmada contra Edson, é que ocorram novas eleições em Guarapari.

Reposta. Durante a produção desta matéria, o portal 27 entrou em contato com diversas pessoas ligadas a Edson e também alguns assessores que nos disseram que a pessoa correta para falar sobre o assunto seria o advogado Wiler Coelho Dias. Entramos em contato com ele, pelos telefones fornecidos, mas não conseguimos contato para ouvir as explicações sobre essa ação judicial.

Histórico. Em 2012 Edson foi indeferido pela justiça e não poderia disputar a eleição de prefeito. Ele teve o registro de candidatura indeferido em três esferas (Juiz Eleitoral, Tribunal Regional Eleitoral e Tribunal Superior Eleitoral), todos foram unânimes em dizer que Edson concorria a um terceiro mandato.

Com a lentidão da decisão sobre o caso, mesmo indeferido, Edson disputou, teve a maior votação (39,027 votos) em outubro, que foram considerados nulos. Novas eleições foram convocadas e o aliado de Edson na época, Orly Gomes (PDT), venceu a disputa.

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