Sem nenhum arrependimento e com muita frieza e sentimento de vingança, a atendente Diana Cristine Conceição, de 28 anos, confessou para a reportagem do Portal 27, na tarde desta terça-feira (15), que matou a doméstica, Cléria Costa Sousa de também 28 anos, porque não aceitava ter perdido o ex-marido para outra. Além disso, ela afirma que planejou todo o crime sozinha e que o irmão não queria participar.

A vítima foi sequestrada no bairro 1º de maio, em Vila Velha e executada em uma estrada deserta, próximo a um condomínio de luxo. Foto: Vinícius Rangel
A vítima foi sequestrada no bairro 1º de maio, em Vila Velha e executada em uma estrada deserta, próximo a um condomínio de luxo. Foto: Vinícius Rangel

Diana explicou que a motivação do crime é antiga, desde 2007 que ela e a vítima se conheciam e tudo começou, segundo ela, quando teve um relacionamento com João Batista Nogueira Armandes, 41 anos, atual marido de Cléria. “É uma rixa antiga, desde 2007, quando eu tive um caso com o atual marido dela, ela entrou no meio e não deu certo. Tenho um filho com ele. Desde então a gente vêm se enfrentando” revelou a atendente.

As acusações de uma com a outra, aconteciam por meio de redes sociais, de acordo com Diana, que admitiu revidar incessantemente. “Através do facebook ela ficava falando que estava com ele ainda e que comigo foi por questão de tempo, dizendo que era ela que ia cuidar do meu filho e que iria fazer de tudo para tirar o filho de mim. Eu pedia para ela me deixar em paz, que eu daria a neném para ela criar” disse Diana.

Diana tentou ainda fugiu da cidade de ônibus, mas acabou sendo abordado por militares que interceptaram o veículo.
Diana tentou ainda fugiu da cidade de ônibus, mas acabou sendo abordado por militares que interceptaram o veículo.

A atendente afirmou que desde a última briga que as duas tiveram em dezembro do ano passado, ameaçou Cléria dizendo que iria matá-la, mas depois ela recuou dizendo que falou apenas porque estava com raiva da vítima. As duas entraram em luta corporal na época. Ela afirma que planejou todo o crime para executar a doméstica.

“Planejei tudo. Pegamos ela na rua, enquanto ela caminhava no trabalho. Eu usei um disfarce, uma calça, boné e camisa de homem, porque se ela me visse, não ia chegar perto de mim. Ela debochava de mim o tempo todo. Guardei o ódio e o rancor desde dezembro, quando brigamos. Cortei o pescoço dela com uma faca e joguei gasolina para atear fogo” confessou a mulher.

Diana não demonstrou nenhum arrependimento. “Eu não senti nada quando vi o corpo dela queimando, mas agora eu estou com remorsos, remorsos por pena da minha filha” finalizou a acusada.

MOTEL
Foi com tortura psicológica e tesouras que a Diana atormentou a vítima. Quando a atendente foi presa dentro de um ônibus, em Guarapari, tentando fugir do balneário, foram encontradas com ela, duas tesouras sujas de sangue. A atendente confessou que ela e o seu irmão pararam em motel para fazer pressão na vítima e usou as tesouras para cortar todo o cabelo de Cléria.

O titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida da cidade, Alexandre Linconl, autuou os irmãos por homicídio qualificado. Foto: Vinícius Rangel
O titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida da cidade, Alexandre Linconl, autuou os irmãos por homicídio qualificado. Foto: Vinícius Rangel

“Fomos para o motel em Vila Velha para fazer pressão nela. Comecei a cortar todo o cabelo dela com as tesouras e a mandei ligar para o chefe dela no trabalho e dizer que ela não iria para o serviço hoje. O marido dela também ligou e eu ordenei para ela dizer que não queria mais nada com ele, para que ele acreditasse que ela tinha descoberto o caso dele com outra” disse Diana.

De acordo com o titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida de Guarapari, Alexandre Lincoln, Wagner e Diana serão autuado por homicídio qualificado e serão encaminhados para presídios da Grande Vitória, nesta quarta-feira.

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