A família de Daniel Stein Martins, de 19 anos, precisa de ajuda para dar continuidade ao tratamento do jovem, que há um ano sofre as consequências da falta de oxigênio no cérebro causada após a realização de uma cirurgia para a retirada de um cisto no cóccix.

Segundo a mãe, Daniel teve uma complicação após a cirurgia para a retirada de um cisco no cóccix que o deixou sem andar e falar. Foto: Arquivo Pessoal

Segundo a mãe de Daniel, Luzinete Amélia Stein Martins, de 53 anos, a operação foi realizada em um hospital de Domingos Martins, em junho. “Estava tudo normal e o tempo máximo da operação era para ser de 35 minutos, mas quatro horas depois fui rendida pelo médico que me avisou que o Daniel tinha tido uma intercorrência e após a anestesia raquimedular, ele teve uma bradicardia, que não chega a ser uma insuficiência respiratória. Eles entraram com a massagem cardíaca e voltou os batimentos normal. Então ele dormiu e segundo o médico, quando ele acordou estava evoluindo para uma falta de oxigênio no cérebro”.

Daniel foi transferido para o hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra, onde permaneceu três meses e 20 dias internado no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI). Após a alta, ele precisaria dar continuidade ao tratamento em casa e foi então que a família começou a enfrentar um novo desafio. Ele teria que fazer acompanhamento com fonoaudiólogo, fisioterapeuta, neurologista. 

O problema é que a família precisa pagar pelo tratamento.“Tive muita dificuldade para conseguir pelo SUS. Fui no Ministério público três vezes porque o médico pediu que ele fizesse de três a quatro sessões por semana e não estava conseguindo. Agora consegui duas por semana e preciso de mais. Pago uma fonoaudióloga para ir na minha casa duas vezes por semana e um fisioterapeuta também. Agora preciso de fisioterapia para ele pelo menos uma vez por semana na piscina”, disse a mãe.

Bebê. Mesmo fazendo esses acompanhamentos com os especialistas Daniel ainda tem muitas limitações. “Ele fala algumas palavrinhas repetindo o que a gente diz. Ele não tem o comando para falar sozinho. Por exemplo, se a gente deixar ele três dias com fome, ele não pede comida. Ele também não anda ainda e agora que está levantando um pouquinho. As necessidades fisiológicas também são todas na fralda, que ele usa dia e noite. Ele ficou um bebê”.

Daniel fazendo fisioterapia no tatame da academia onde treinava Jiu-Jitsu. Foto Arquivo Pessoal

A mãe relatou que por mês tem um gasto de aproximadamente R$ 3 mil. “Levo ele em um neurologista particular porque aqui em Guarapari é difícil conseguir um bom. Ele também precisa de uma alimentação bem rigorosa porque toma muitos remédios e isso deixa a imunidade baixa”.

Segundo ela, a família se mantém e arca com os custos do tratamento apenas com a aposentadoria do Daniel e do pai. “Sou cuidadora e tive que deixar o meu trabalho para cuidar dele. A nossa família e os amigos também nos ajudam, mas a situação está difícil para todo mundo e eles não tem uma renda que possa estar disponível todo mês”.

Doações.Por conta das dificuldades financeiras a mãe pede doações para cuidar do filho. “Ele precisa de fraldas geriátricas G ou Extra G, pomadas de assadura antialérgica por ele gasta muito, e óleo de girassol Se alguém estiver disponível a nos dar uma ajuda financeira também seria bom porque pago R$ 390,00 na consulta dele com o neurologista, o carro para nos levar para Vitória porque como ele faz tratamento com médico particular a prefeitura não disponibiliza o carro para levar ele”.

Segundo a mãe, a casa da família também precisa ser melhor adaptada as condições atuais do Daniel, mas faltam recursos para isso. “Preciso melhorar o banheiro porque não conseguimos entrar com a a cadeira de rodas então dou banho nele na porta”. 

Daniel não anda, não fala direito e precisa usar fraldas. Foto: Arquivo Pessoal

A conta para depósito é da Caixa Econômica Federal, agência 0881, operação 023 e Conta Corrente 01101-0 em nome de Luzinete Amélia Stein Martins.

Planos. Ela contou que antes da cirurgia o filho tinha uma vida normal e vazia pretendia voltar a estudar. “Ele trabalhava, lutava Jiu-Jitsu, estudava e tinha uma vida normal e saudável. Estava trabalhando de garçom em um hotel e iria fazer o supletivo porque gostava muito de trabalhar e o pessoal estava cobrando que ele tinha que estudar. A matrícula já estava pronta para julho, só que em junho teve esse problema”.

De acordo com Luzinete, Daniel era apaixonado por esportes e frequentava a igreja evangélica. “Ele era faixa amarela no Jiu-Jitsu e ganhou uma medalha quando tinha 15 anos. Também era um goleiro ótimo e praticava Muay Thay. Ele frequentava o grupo de louvor da igreja Maranata e tinha acabado de comprar um saxofone. Estava ensaiando sax”, lembra a mãe.

Luzinete conta que antes da cirurgia o filho trabalhava, praticava esportes e fazia planos de voltar a estudar. Foto: Arquivo Pessoal

“Nem consigo ver as fotos anteriores dele. Nem abro o Facebook dele mais  porque sempre choro. Por mais que eu vejo que ele está tendo uma boa evolução e o neurologista também já até diminuiu bastante as medicações dele em comparação quando ele chegou do hospital, mas é uma dor muito grande”, desabafou Luzinete.

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