O mês de junho mal começou e mais um ônibus da empresa Expresso Lorenzutti foi assaltado. Dessa vez o alvo foi o carro 576, que faz a linha Setiba – Meaípe. O veículo até mudou, mas o criminoso é o mesmo que assaltou o ônibus 582, que também faz a rota de Setiba, duas vezes na semana passada. 

O crime aconteceu por volta das sete e meia da noite desta quinta-feira (01) em frente à escola Florisbela Lino Bandeira, no bairro Jardim Boa Vista, e foi apenas um ponto antes da Pedreira, local onde o ladrão atuou nas outras vezes. 

O ladrão que roubou duas vezes o ônibus 582 semana passada voltou atacar. Dessa vez ele roubou o carro 576 que também faz a rota de Setiba.

Mesmo Ladrão. Um funcionário da empresa que prefere não ser identificado relatou que o criminoso agiu em dupla novamente, mas não soube dizer se o comparsa também era o mesmo.  “Eles estavam em dois, mas o outro dessa vez entrou pela porta dianteira, no último assalto o segundo homem entrou pela porta traseira, então a gente não conseguiu ter imagens. Agora ele entrou na porta dianteira com a arma na cintura e ficou olhando para frente e para traz no primeiro degrau do ônibus”.

Dessa vez a empresa não quis divulgar o valor que foi roubado para não incentivar novos crimes. Mas o funcionário revelou que os passageiros não foram roubados. Ele disse ainda que o ladrão não mostrou a arma. “A arma estava escondida, ele só ficava com a mão agarrada na cintura e levou o dinheiro”.

Durante o assalto o segundo ladrão ficou o tempo todo na porta dianteira do ônibus vigiando. Como no assalto anterior o comparsa entrou pela porta traseira não é possível afirmar se é a mesma pessoa desta vez.

De acordo com ele, não ouve violência. “Ele só falou que era um assalto, perdeu e que era para passar tudo. Quando o cobrador foi entregar ele mandou o cobrador passar a aliança dele também”.

O funcionário também falou que as câmeras dos coletivos não inibem os criminosos. “Eles não estão nem aí para a câmera. Não ficam encapuzados nem nada, só usam um boné e mais nada. Vão de cara limpa mesmo. Ele revelou ainda que este é o 16º assalto a coletivos da empresa este ano.  “Os assaltos eram uma vez ou outra, mas agora é um atrás do outro. Está demais, foram 16 assaltos desde janeiro para cá”.

O portal 27 recebeu a informação que na noite de ontem e na manhã deste sábado mais assaltos  foram registrados, totalizando 18 assaltos a ônibus em Guarapari. 

“Agora é rezar para não ter mais hoje. A gente está trabalhando e pensando como vai ser o dia? Será que o rapaz vai vir hoje? Está todo mundo com medo. Eles já param no ponto e ficam ansiosos pensando será que esse que vai entrar vai me roubar?”.

Segundo ele, a empresa registou a ocorrência na delegacia 5ª Regional de Guarapari e também já protocolou um ofício solicitando mais policiamento. “A gente pediu blitz para pararem os ônibus e revistar passageiros, e ver o que eles podem fazer. A gente oficializou o pedido no Batalhão e no DPJ. A parte da empresa estamos fazendo, o que a gente não pode é fazer nada com as nossas próprias mãos. Nós orientamos os funcionários que se forem assaltados, não devem reagir. Mas sim entregar porque a segurança vem em primeiro lugar”.

Confira o vídeo do assalto:

 

 

 

O Portal 27 procurou a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) para saber se a Polícia Militar realmente vai realizar a blitz solicitada pela empresa, quais ações a PM vai tomar para inibir os assaltos e foi informado que “Não haviam registros de assaltos a ônibus junto ao Ciodes (190), mas que após uma reunião com a comunidade o comando do 10º Batalhão tomou conhecimento do fato e intensificou as ações e abordagens em todo o município. Após reforçar a atuação, a PM já deteve um indivíduo envolvido em assalto a ônibus em Guarapari. Em casos de crime, é importante que a vítima sempre ligue para o Ciodes (190) e acione uma viatura para ir ao local, pois por meio das ocorrências registradas no 190, a Polícia Militar tem conhecimento dos fatos e pode direcionar as ações de policiamento. Após acionar a PM, a vítima também deve procurar uma delegacia e registrar a ocorrência para que o caso seja investigado”.

Nossa reportagem também procurou a assessoria da Polícia Civil para saber se o caso estão sendo investigados e foi informada que “Os casos estão sob investigação da Delegacia Patrimonial de Guarapari. Demais informações não serão repassadas para não atrapalhar a apuração do fato. A Polícia Civil reforça que a população pode colaborar com as investigações, através do Disque-Denúncia 181. O sigilo e anonimato são garantidos”.
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