Moradores da zona rural e dos bairros de Guarapari têm sofrido com um incêndio na região de Jabuticaba que ainda não foi totalmente controlado. O incêndio se alastra gradativamente pelas áreas de turfa da localidade e atingiu proporção maior no início da última segunda-feira, quando a fumaça pôde ser vista e sentida pelas ruas da cidade.

Uma moradora de Jabuticaba que preferiu não se indentificar entrou em contato com nossa redação afirmando que o incêndio não atingiu sua casa, mas sua propriedade foi tomada: “os bombeiros foram até o local, mas não entraram na mata, meu pai e meus familiares que não têm experiência entraram para apagar com baldes de água”, afirmou. 

Como não se sabe ao certo como o incêndio começou, a moradora faz um apelo às pessoas: “Gente, nesse calor não coloquem fogo em nada, qualquer faísca pega fogo, todo ano no verão pega fogo na minha propriedade e na da minha tia, porque tem ser humano irresponsável mesmo que quer queimar lixo ou até mesmo resto de capinagem. Com isso, nossa família e de muitas aqui em Guarapari passam sufoco com fumaça e apagando fogo para não chegar perto da nossa casa, afirmou. 

Incêndio no interior de Guarapari 

Uma moradora da Praia do Morro também entrou em contato com nossa redação afirmando que a fumaça tem incomodado, “o mau cheiro é insuportável e a nossa saúde já está comprometida. Precisamos tentar conscientizar quem está provocando isso”. 

Conversamos com o Capitão do Corpo de Bombeiros Raphael Bicalho Págio para verificar quando o incêndio começou, que proporções ele atingiu e como andam os trabalhos de controle por parte do Corpo de Bombeiros. Segundo ele, um relatório deve ser recebido ainda hoje, mas algumas informações foram adiantadas ao Portal 27. “Preliminarmente: incêndio começou na sexta feira. Em uma região de jabuticaba. Ele atingiu uma área (baixada) de turfa na fronteira de propriedades particulares e APA de Setiba. Ele não seguiu sentido Rodosol, uma vez que ficou confinado pelo rio Jabuticaba. Em contrapartida seguiu em direção oposta para propriedades particulares. Máquinas foram utilizadas na contrição de aceiros, que é uma interrupção do material combustível. Três viaturas do corpo de bombeiros realizam o alagamento destes aceiros”.

Perguntamos ainda ao Capitão se o Corpo de Bombeiros tem ideia do que pode ter iniciado o incêndio. “Só um trabalho de perícia para confirmar. Mas lembro que a maioria dos incêndios em vegetação surgem da ação humana. De várias formas: queima de lixo, queima de folhas, limpeza da propriedade de forma geral. Devido ao vento, vegetação seca acaba perdendo o controle”, afirmou. 

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