Após a reportagem do Portal 27, que mostrou a história do primeiro bebê com microcefalia de Guarapari (reveja aqui). Nossa equipe entrou em contato com o Hospital Francisco de Assis (HFA), para saber se realmente não existe suporte para as mães que tem filhos com microcefalia, conforme foi dito pela mãe a nossa reportagem.

Segundo o HFA, ao contrário do que disse a mãe, o Hospital conta com uma maternidade humanizada e esclareceu ainda que estruturou sua equipe e instituição para oferecer todo o suporte às mães neste primeiro contato com o recém-nascido diagnosticado com microcefalia, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde.

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HFA oferece suporte médico e emocional às mães em seu primeiro contato com o recém-nascido com microcefalia.

O HFA explicou  que após o nascimento é verificado o perímetro cefálico do recém-nascido. Quando a mensuração é igual ou inferior a 31,9 cm em meninos e igual ou inferior a 31,5 cm em meninas é realizada uma triagem para suspeita de Zika vírus conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Exames. O hospital explicou que são realizados exames de imagem (ultrassom transfontanela e tomografia do crânio) além de exames laboratoriais de sangue complementares. Tudo é feito nas primeiras horas de vida do bebê durante a internação.

Hospital Francisco de Assis. Foto: João Thomazelli/Portal 27
O hospital explicou que são realizados exames de imagem (ultrassom transfontanela e tomografia do crânio).Foto: João Thomazelli/Portal 27

Os casos confirmados são notificados ao Serviço de Vigilância Epidemiológica de Guarapari. “Além do perímetro cefálico reduzido, os demais exames permitem a visualização de microcalcificações do cérebro bem como a fontanela do bebê, habitualmente chamada de moleira.

Se as fontanelas estiverem fechadas antes do tempo, o cérebro fica sem espaço para se desenvolver associado à história materna em caso de suspeita de Zika Vírus”, explica a enfermeira do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, Thaís Ferreira da Roza.

Parceria. O HFA afirma ainda que atua em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. Um trabalho que segue o protocolo estadual de atendimento. Após a notificação, é agendada consulta com o especialista neuropediatra no Hospital Infantil de Vitória.

Além desse aparato médico, a maternidade explica que também oferece apoio emocional por meio do serviço de psicologia.  “Acompanho o médico na hora de dar a notícia à mãe e familiares a fim de dar um respaldo psicológico e emocional. Tiramos todas as dúvidas, orientamos e esse apoio é feito durante toda a internação da paciente. Quando recebem alta, estão cientes dos cuidados e da consulta no hospital de Vitória”, afirma a psicóloga Laiz Cypriano.