A falta de segurança está causando medo e preocupação para os moradores do bairro Olaria, que estão sofrendo com constantes  assaltos. Um moradora da  rua Eliziário Lourenço Dias que não quis ser identificada relatou que  no bairro os assaltos acontecem com frequência no horário entre cinco da tarde e oito horas da noite.

Ela contou que por volta das sete horas da noite da última quinta-feira (25) seu filho de 9 anos foi assaltado na porta de casa. “Meu filho estava brincando com o coleguinha usando o tablet então passaram dois rapazes armados em uma Shineray preta e pegaram o tablet dele”.

Com medo dos constantes assaltos os moradores evitam sair de casa.

“Nesse mesmo período entre a academia e minha casa passou duas meninas pedindo ajuda porque eles já tinham tentado assaltar elas na mesma reta. A gente chamou a polícia  e eles ajudaram a gente fazendo buscas na região, mas não encontraram ninguém. Elas contaram que viram eles tentando  assaltar outra menina, mas quando um deles  foi descer da moto os produtos dos outros roubos que eles fizeram caíram todos no chão aí a menina saiu correndo. A blusa deles estava cheia de celulares”, afirmou a moradora.

A moradora disse ainda que chamou a polícia para registrar o assalto sofrido pelo filho e enquanto as crianças e as moças contavam o que viram uma nova vítima surgiu.” Um rapaz que teve a mãe dele assaltada na mesma hora na frente da academia também veio falar com a polícia. Ele contou que ela estava indo para a igreja com uma vasilha de salgadinhos e como ela só tinha isso  e o óculos de  grau, eles levaram o óculos dela”.

Na última quinta-feria (25) o filho da moradora de apenas 9 anos teve o tablet roubado na porta de casa na rua Eliziário Lourenço Dias.

“Depois daquele dia meu filho está com medo de sair de casa, ele não vai na pracinha nem em qualquer outro lugar”.

Ela reclamou da falta de policiamento no bairro. “Os assaltos são muito frequentes aqui e a polícia  só vem quando a gente chama porque eles não passam por aqui. Os ladrões parecem que já  sabem que podem atacar nesse horário porque não tem policiamento. Moro aqui há muitos anos e já aconteceram assaltos na região, mas não era igual agora. Depois da greve da polícia para cá é que começou essa onda de assaltos”.

Na rua Eugênio Cardoso Bodart, mais conhecida como Água Mineral, a situação se repete. Uma moradora que também pediu para não ser identificada afirmou que os bandidos se aproveitam do matagal da área para cometer crimes. ” Tem uns meninos que passam aqui e tomam celular e aliança do dedo de quem encontram. Às vezes as pessoas estão saindo de manhã para ir para o serviço e acontece, outra  hora é à tarde.  Não tem horário para isso não”.

“Não fui vítima de assalto porque já saio prevenida, tiro a aliança e às vezes até escondo dentro do sutiã. O celular  também não ando com ele exposto, mas muitos conhecidos já foram assaltados. Um vizinho estava lavando a calçada e o ladrão chegou e levou o celular dele e a aliança. São muitos casos, muitos mesmo”, relatou a moradora.

Segundo a moradora, os bandidos aproveitam o matagal na rua Eugênio Cardoso Bodart para se esconder e cometer crimes.

Segundo ela, o trecho da rua Eliziário Lourenço Dias que dá acesso a escola Caic também é muito perigoso. “Na rua Eliziário Lourenço Dias a situação também não é nada boa. Já teve carro que parou ali e o cara ficou se masturbando para as meninas que estão vindo da escola. Se elas  não corressem, a gente não sabe o que poderia ter acontecido. Até com minha avó aconteceu isso”.

O Portal 27 procurou a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) para saber se realmente não está havendo policiamento ostensivo no bairro e o que a PM vai fazer para melhorar a segurança nessas regiões e foi informado que “a Polícia Militar se coloca à disposição da comunidade para conversar sobre as ações de policiamento desenvolvidas nas regiões. O comando do 10 º Batalhão convida as comunidades à participarem da reunião do REPAS ( Rede de Promoção de Ambientes Seguros) no próximo dia 28/06 às 9 horas no Radium Hotel, em Guarapari. Vale lembrar que é importante que as vítimas registrem as ocorrências na Delegacia de  Polícia Civil”.

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