Jones Sathler morava em Guarapari e era um típico jovem brasileiro. Trabalho, diversão com os amigos, praias e boates, mas o sonho de morar fora do país e aproveitar os benefícios que o primeiro mundo oferece sempre chamavam a atenção do rapaz. O portal27 resolveu conversar com Jones e entender o que sente aqueles que emigram para país de primeiro mundo.

“Eu sempre quis vir para os Estados Unidos por ser um país super desenvolvido e ser referência mundial em vários requisitos. Esse era um sonho de moleque. Nós brasileiros sempre acompanhamos os filmes e eu particularmente me identifico com a cultura americana”, conta.

Para ele, o que mais motiva não só ele, mas as outras pessoas a saírem do Brasil para ir aos EUA é a situação econômica americana. Sempre favorável para quem não tem medo de trabalhar e correr atrás. “O que motivou eu querer vir para cá foi a atual situação do Brasil e também pensar que eu poderia evoluir muito mais em um curto prazo! Envolve também questões pessoais de estar um pouco cansado com o marasmo que eu vivia na minha rotina de trabalho! Terminei meu relacionamento e resolvi encarar esse desafio”, explica.

Jones deixou o Brasil e está conquistando muitas coisas nos EUA. Foto: Arquivo Pessoal.
Jones deixou o Brasil e está conquistando muitas coisas nos EUA. Foto: Arquivo Pessoal.

A decisão não foi fácil. A família de Jones nunca foi muito favorável a decisão do rapaz. “Eles não me apoiaram, pois são muitos apegados na verdade. Eles temiam que eu pudesse sair do país e não quisesse mais voltar. Foi isso que aconteceu! Até hoje, busco a cada contato com eles amenizar esse sofrimento que a distância causa nos meus familiares”, garante.

Jones explica que entrar de cabeça em outra cultura não é tão fácil quanto as pessoas acham. “No começo eu sentia uma falta muito grande do Brasil, pois se adaptar a uma nova cultura é bem difícil, mais difícil que eu imaginava! Sofri muito nos oito primeiros meses e pensei, por várias vezes, em voltar para minha casa e minha rotina. Cheguei a comprar passagem e tudo, mas eu decidi ficar e encarar esse desafio”, afirma.

Sobre o Brasil e o que sente mais falta, Jones falou dos amigos. “O que sinto mais falta do meu país é meu círculo de amizade e da culinária. O clima também é melhor aí. A rotina no Brasil é bem mais tranquila também. Já que aqui, em questão de correria no dia a dia e de trabalho, a coisa é mais pesada”, disse.

Jones trabalha com DryWall de segunda à sábado. Foto: Arquivo Pessoal.
Jones trabalha com DryWall de segunda à sábado. Foto: Arquivo Pessoal.

O novo famoso da internet

Em um momento de revolta com a situação econômica e política do Brasil, mesmo estando longe Jones acompanha o que acontece no país diariamente, ele fez um vídeo que ganhou visibilidade nacional. A intenção nunca foi ficar famoso. “Quando eu fiz o vídeo eu fiz para mandar só no meu grupo de WhatsApp, mas aí postei no face e em menos de 1 hora já estava com mais de 2 mil visualizações e no final do dia mais de 30 mil”, conta.

A rapidez da internet animou Jones a continuar falando o que pensa e o que enxerga de um ponto de vista diferente estando lá nos EUA. “Em três dias ele tinha sido compartilhado por muitas pessoas e páginas do Facebook e também foi baixado e foi divulgado no WhatsApp. Ficou realmente viral e isso me estimulou a fazer mais. Tudo que eu fazia, repercutia. Meu primeiro vídeo atingiu mais de 24 milhões de visualizações só no Facebook”, explica.

Ele continua fazendo vídeos e é sempre polêmico. Foto: Arquivo Pessoal.
Ele continua fazendo vídeos e é sempre polêmico. Foto: Arquivo Pessoal.

Sobre a sua motivação para falar sobre política e economia, Jones é direto e explica que as notícias que chegam do Brasil e também de Guarapari lá nos EUA são dignas de indignação. “Eu estava acompanhando as notícias pelas redes sociais e isso me indignou demais, principalmente, a notícia vinda da minha cidade e de todas as suas mazelas”, disse.

Polêmico como sempre, Jones ainda falou de corrupção e da classe política brasileira. “Eu acredito que o país pode sim melhorar. Corrupção tem em todo lugar do mundo, todo país, mas não tão impregnada como no nosso! Acredito que pode diminuir bastante, se buscarmos uma ordem”, garante.

Para ele, cada pessoa pode dar sua parcela de contribuição. “Eu acho que todos podem dar sua parcela de colaboração. Inclusive eu, mesmo estando longe, porque hoje contamos com muitos meios de comunicação. Eu gostaria muito de ajudar minha cidade de alguma forma e peço a Deus a sabedoria para que me de um direcionamento neste sentido”, conta.

Em relação aos políticos, Jones é enfático e diz que, do seu ponto de vista, eles são corrompidos pelo poder. “A classe política nada mais é que um conjunto de brasileiros que se destacam em suas comunidades e através disso ganham notoriedade e pensam em representar o povo de alguma forma, com seus ideais. Só que chegando lá em cima, eles acabam – em sua grande maioria – se perdendo nessa sujeira toda. Infelizmente”, lamenta.

Além do DryWall, Jones está ganhando o mundo do entretenimento e tem feito diversas festas. Foto: Arquivo Pessoal.
Além do DryWall, Jones está ganhando o mundo do entretenimento e tem feito diversas festas. Foto: Arquivo Pessoal.

Brazilian Day. Jones ganhou notoriedade lá nos EUA também. Atualmente, ele participa de diversos eventos para brasileiros como presença VIP e até como apresentador. O jornal Brazilian Times é um dos muitos patrocinadores que ajudam o rapaz. Ele estará no Brazilian Day em Nova Iorque, no próximo dia 6, que é promovido pela Rede Globo. No de Boston, que ainda não tem data marcada, ele também estará lá.

Redes Sociais

Para quem quiser acompanhar o dia a dia do Jones vamos deixar abaixo o endereço de suas redes sociais.

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