Rosiane da Costa Benedito, de 37 anos, já nasceu com deficiência mental. De acordo com seu irmão, Ricardo Luiz da Costa Benedito, sua idade mental regula com a de uma criança de 7 anos. O pai da família, hoje em dia, é aposentado com um salário mínimo, e esta é a única renda que sustenta a filha e a esposa.

Depois que a família abriu uma pequena padaria na porta de casa, Rosiane teve sua aposentadoria cortada pelo INSS.

Para ajudar nas despesas, em 2008, a família abriu uma pequena padaria na porta de casa. Foi então que o benefício de Rosiane foi cortado pelo INSS. De acordo com Ricardo, a Previdência Social alegou que o comércio da família recebia o suficiente para não precisar da aposentadoria da filha.

Desde então a família travou uma batalha judicial para tentar receber novamente o auxílio do governo. Ainda segundo o irmão de Rosiane, a Previdência já alegou que a irmã tem condições de trabalhar e que a renda da família é superior a 25% do salário mínimo para cada pessoa “ela não tem condição nenhuma de trabalhar, ela é como uma criança. A minha mãe também não pode trabalhar pois tem que cuidar dela”, diz.

A família ainda reclama que pessoas com melhor situação financeira recebem o auxílio do INSS.  “Tem gente que tem melhores condições financeiras, até mesmo na APAE, onde ela estuda, e que estão recebendo benefício”, conta Ricardo.

Em resposta, a assessoria de imprensa do INSS, informou que no caso de pessoas que não são aptas ao trabalho, tem direito aqueles que recebem até ¼ de salário mínimo como renda. E como a família da Rosiane tem a renda um salário para três pessoas, ela não se encaixa na exigência para receber o benefício.

Quanto a possíveis irregularidade de pessoas que também não se encaixem nas exigências da Previdência Social para receber o auxílio, o INSS recebe denúncias através do 135.

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