Um homem de 46 anos foi preso preventivamente nesta terça-feira (20 de outubro) no município de Piúma, no litoral Sul do Espírito Santo, sob a suspeita de cometer abusos sexuais contra a própria filha, atualmente com 15 anos de idade. De acordo com as investigações da Polícia Civil, os atos ilícitos ocorriam há cerca de três anos. O órgão apura também se a outra filha do investigado, uma criança de apenas 4 anos, sofreu violência sexual.
O caso passou a ser investigado pelas forças de segurança no dia 14 de outubro, data em que a adolescente foi localizada após um período de desaparecimento. Ao ser encontrada por uma equipe da Polícia Militar, a jovem relatou a rotina de abusos aos policiais.
Confissão e Detalhes da Investigação
Segundo o titular da Delegacia de Polícia de Piúma, delegado Rodrigo Toscano, as agressões sexuais tiveram início quando a adolescente tinha 10 anos de idade. As situações eram registradas no momento em que a mãe da vítima se ausentava da residência da família.
Em depoimento prestado à Polícia Civil, o investigado confessou a prática de atos libidinosos contra a filha. Diante dos elementos colhidos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do suspeito, medida que foi deferida e decretada pelo Poder Judiciário na tarde de terça-feira (20).
De posse do mandado judicial, os agentes de polícia localizaram o homem na região Central de Piúma, efetivando o cumprimento da ordem de prisão. O suspeito foi formalmente detido e encaminhado ao sistema prisional capixaba.
Encaminhamento da Vítima e Sigilo
A Polícia Civil prossegue com os procedimentos investigativos para esclarecer a totalidade dos fatos e apurar se a criança de 4 anos de idade também foi submetida a abusos pelo investigado.
A adolescente de 15 anos foi entregue à rede de proteção social e assistencial do município de Piúma, recebendo suporte do Conselho Tutelar e acompanhamento multiprofissional com psicólogos e assistentes sociais.
Com o intuito de resguardar a integridade, a intimidade e a identidade das vítimas, em conformidade com as normas legais, a Polícia Civil não divulgou o nome do suspeito, das filhas e a localização exata do bairro onde os crimes eram cometidos.










