Uma brincadeira de criança virou esporte. É comum ver nas praias as pessoas “pegando jacaré”. Essa é uma técnica utilizada por quem quer curtir as ondas, mas não quer ou não pode adquirir uma prancha. O esporte é fácil, basta deixar o corpo deslizar sobre as ondulações do mar. Em resumo, você é a prancha.

A brincadeira da criançada é um esporte. Foto: Divulgação.
A brincadeira da criançada é um esporte. Foto: Divulgação.

A prática é muito prazerosa e não exige muita técnica ou a utilização de equipamentos e apetrechos, como prancha ou snorkel (máscara de mergulho). É só o seu corpo e a onda, sem intermediários. Por isso, o famoso “jacaré”, se transformou no surfe de peito. Ele é considerado a matriz de todas as outras práticas de surfe.

Como surgiu?

Acredita-se que o surfe de peito tenha surgido no Hawaii, da observação de golfinhos que brincavam nas ondas, como uma prática de exaltação aos deuses da cultura local. Os primeiros relatos de “homens brincando nas ondas” e “nadando como golfinhos” foram feitos em 1778, pela brigada inglesa, capitaneada por James Cook, durante incursão à região. Nos dias de hoje, o “jacaré” é praticado em praias do mundo inteiro.

Profissionalização

O surfe de peito cresceu e ganhou associações de praticantes, que organizam campeonatos regionais e internacionais. A competição de maior prestígio mundial é o Honolua Pipeline Bodysurfing Classic, na ilha de Oahu, Hawaii. No circuito brasileiro de bodysurfing, as provas são disputadas em praias do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. As baterias são de 20 minutos, com seis atletas por bateria.

O bodysurfer, nome dado ao praticante do esporte, utiliza nadadeiras (pés-de-pato) para descer as ondas, o que amplia sua mobilidade. Ele consegue manobrar seu corpo em ondas gigantescas, de até 5 metros de altura, literalmente, no peito e na raça. O legal do surf de peito é que, com exceção da prática em nível competitivo, não é necessário grandes esforços e nem muita técnica para pegar uma onda.

Nas praias

Muita gente ainda não sabia que “pegar jacaré” é esporte. “Eu nem imaginava. Para mim, isso era só uma brincadeira. Vou buscar saber mais sobre o assunto. Vai que eu tenho talento”, brinca o turista, Marcelo Castro Silva.

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