Durante o verão aumenta o fluxo de turistas e capixabas no litoral do Espírito Santo e o Corpo de Bombeiros alerta para que praias, rios ou lagoas sejam realmente opções de lazer e relaciona locais onde a atenção dos frequentadores deve ser redobrada, principalmente com crianças e adolescentes. Neste ano, até agora, foram registrados 117 casos de afogamento.

praia de setiba
O Corpo de Bombeiros relaciona locais onde a atenção dos frequentadores deve ser redobrada, principalmente com crianças e adolescentes.

A principal causa de mortes e sequelas na faixa etária de zero a 14 anos são os acidentes não intencionais, como afogamento. Isso se deve à displicência dos adultos que deixam as crianças sozinhas e à curiosidade natural da idade, por não saberem nadar, por se apavorarem mais facilmente.

Já entre jovens e adultos, os afogamentos geralmente acontecem devido à ingestão de remédios ou bebidas alcoólicas antes de nadar. Há também ocorrências como traumas (bater a cabeça em algo maciço por ter saltado de alguma elevação para dentro d’água), acidentes com embarcações, ações de animais marinhos, desconhecimento do local de mergulho, excesso de confiança e exaustão de nadadores.

Mas, nem todas as mortes aconteceram no mar. O perigo também está nos manguezais, rios, lagoas e cachoeiras. Afogamentos nesses casos ocorrem, geralmente, em locais isolados, sem a presença de guarda-vidas.

Locais que exigem mais atenção

Guarapari

Foto: Gessika Avila/Portal 27
A calmaria da água incentiva as pessoas a se aventurarem a nadar.Foto: Gessika Avila/Portal 27

Praia do Morro, das Virtudes, das Castanheiras e Enseada Azul: A calmaria da água incentiva as pessoas a se aventurarem a nadar. Mas aqueles que não possuem bom condicionamento físico costumam passar mal, e acabam se afogando.

Praia da Areia Preta: É funda. E depois de aproximadamente três metros da areia, em alguns pontos, quem não sabe nadar não encontra ‘chão’ e acaba se afogando;

Anchieta

Foto: Pedro Quitiba / Assessoria PMA
Foto: Pedro Quitiba / Assessoria PMA

Castelhanos: A grande quantidade de crianças que frequentam a praia é sempre fator de preocupação, pois elas gostam de se aventurar nas pedras. Há o risco de escoriações, cortes e quedas, que podem ser fatais.

Lagoa de Ubu: De um lado ao outro são aproximadamente 200 metros. Isso anima alguns a atravessar a lagoa. Mas quem não está fisicamente preparado pode acabar se afogando antes de completar a travessia.

Itapemirim

Rio Itapemirim: Há buracos e correntezas intensas em alguns pontos, que costumam fazer vítimas.

Piúma

Apesar das águas calmas e rasas, os turistas podem ter problemas com passeios longos. A 1,5 quilômetro da praia há uma ilha, que muitos gostam de visitar. Na ida, geralmente, a maré está baixa e é possível ir andando, mas na volta, a maré pode subir e pegar os desavisados de surpresa.

Marataízes

marataízes praia da barra
Praia da Cruz: Há ondas e as chamadas correntezas de retorno.

Praia da Cruz: Há ondas e as chamadas correntezas de retorno, por onde as águas voltam para o mar e puxam os banhistas para o fundo.

Praia da Barra: A praia começa a ficar mais funda dois metros depois da linha da água e os desavisados podem ter problemas.

Presidente Kennedy

O cuidado deve ser redobrado perto da foz do rio, pois a correnteza pode levar os banhistas para o fundo do mar.

Dicas do Corpo de Bombeiros para prevenir acidentes:

– Não mergulhar após lanches e refeições;

– Não se afastar da margem;

– Não saltar de locais elevados para dentro da água;

– Prefira lançar objetos flutuantes (bolas, bóias, isopores, madeiras, pranchas e outros) ou então corda para salvar pessoas, ao invés da ação corpo a corpo;

– Não deixar crianças sozinhas sem a presença de um adulto responsável;

– Identifique nas proximidades a existência do guarda-vidas e permaneça próximo a ele;

– Olhar a sinalização do local, pois a mesma indicará se ele é próprio para banho ou não;

– Evite brincadeiras de mau gosto, como os conhecidos “caldos”;

– Tome cuidado ao caminhar sobre as superfícies rochosas, elas podem estar escorregadias, podendo provocar queda e cortes;

– Instrua a criança quanto ao perigo existente ao entrar em águas mais profundas ou ficar só;

O hotel fica na Praia do Morro em Guarapari. foto: João Thomazelli/Portal 27
Sempre use colete salva-vidas aprovado pela guarda costeira quando estiver em praias, rios, lagos ou praticando esportes aquáticos; foto: João Thomazelli/Portal 27

– Não deixar a criança na banheira para pegar uma toalha: cerca de 10 segundos são suficientes para que a criança dentro da banheira fique submersa;

– Não abandone uma criança para atender ao telefone: apenas 2 minutos são suficientes para que a criança submersa na banheira perca a consciência;

– Não deixe uma criança só em qualquer tipo de reservatório d’água, uma criança submersa na banheira ou na piscina entre 4 a 6 minutos pode ficar com danos permanentes no cérebro;

– Nunca deixe a criança sozinha dentro ou próxima da água, mesmo em lugares considerados rasos;

– Mantenha baldes, recipientes e piscinas infantis vazios. Guarde-os sempre virados para baixo e fora do alcance das crianças;

– Feche sempre a tampa do vaso sanitário e tranque a porta do banheiro;

– Em mares, rios, represas e lagos, preste muita atenção na criança. Fique alerta nas mudanças de ondas e correntes, por exemplo;

– Sempre use colete salva-vidas aprovado pela guarda costeira quando estiver em praias, rios, lagos ou praticando esportes aquáticos;

– Saiba quais os amigos ou vizinhos têm piscina em casa e quando seu filho for visitá-los, certifique-se de que será supervisionado por um adulto enquanto brinca na água;

– Instale cercas de isolamento ao redor da piscina com pelo menos 1,5 metro de altura, equipadas com portões e travas;

– Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes. Esses recursos devem ser usados em conjunto com as cercas e a constante supervisão dos adultos;

– Matricule as crianças em aulas de natação.

– Em caso de problemas, ligue imediatamente para o Corpo de Bombeiros (190), para que o mesmo oriente e auxilie a vítima.