Em excelente fase e na liderança isolada do Grupo C, a Seleção Brasileira depende apenas de si mesma para carimbar o passaporte rumo ao mata-mata. Uma vitória contra a Escócia nesta quarta-feira (24) garante o Brasil na primeira colocação da chave. O cenário é tão favorável que, graças ao novo regulamento da competição, a Seleção tem grandes chances de avançar até mesmo na pior e mais improvável das hipóteses.
Com 4 pontos conquistados, o Brasil está em uma posição confortável. Mesmo que ocorra um tropeço diante dos escoceses combinado a uma vitória do Marrocos sobre o Haiti — o que deixaria a Seleção na terceira colocação —, o caminho para as oitavas de final continua aberto.

O novo regulamento e os melhores terceiros. A classificação nesta condição é possível porque o torneio agora garante vagas nas oitavas de final não apenas para os dois primeiros de cada chave, mas também para os oito melhores terceiros colocados gerais. A disputa nessa zona de repescagem é acirrada: até o momento, cinco dos oito eventuais classificados em terceiro lugar somam a mesma pontuação, com as posições definidas nos critérios de desempate.
Histórico do formato. Avançar como terceiro colocado não é uma novidade na história das Copas. O formato foi utilizado pela Fifa nos Mundiais de 1986, 1990 e 1994, quando o torneio tinha 24 seleções e os quatro melhores terceiros avançavam. Curiosamente, duas finalistas históricos usaram esse atalho: a Argentina em 1990 e a Itália em 1994 (que perdeu o título para o próprio Brasil).
Para o Brasil, no entanto, a terceira colocação seria inédita. O pior desempenho da Seleção na fase de grupos em formatos modernos ocorreu em 2010 (África do Sul), 1978 e 1974, edições em que se classificou na segunda posição.










