Capixaba fica à deriva por quase duas horas em alto mar

Após passar quase duas horas se equilibrando em uma prancha de stand up em alto mar, um homem de 39 anos foi resgatado com a ajuda de um salva-vidas que o acompanhou por quase 10km. O capixaba entrou no mar por volta das 14hs na Praia das Virtudes, no Centro, para remar no stand up e só conseguiu sair na Praia de Peracanga, em Nova Guarapari, um pouco antes das 16hs.

O fato aconteceu na tarde de segunda feira (16), em Guarapari. Após sair do mar, o homem estava bastante abalado e não quis informar o nome aos guarda-vidas. “Ele saiu do mar confuso e foi informado pelos guarda-vidas que até a capitania foi acionada. Então acredito que ele tenha ficado com medo de retaliações e por isso resolveu não informar ao menos o seu nome”, explica Edson Layber, gerente de Salvamento Marítimo.

Edson Layber
Gerente de Salvamento Marítimo faz um alerta quanto aos esportes marítimos. Foto: Roberta Bourguignon.

E mesmo não informando o nome, o homem disse que é de Vitória, e que não foi possível dominar as forças da natureza, e também não tinha muita prática no esporte. “Ele disse que não era possível romper as correntezas, nem o vento e ele não tinha muita prática. Ele ainda tentou sair na Praia do Riacho, mas não conseguiu porque estava ventando muito, e preferiu deixar a maré o levando, até se aproximar mais de alguma praia, onde chegou na Praia de Peracanga”, conta Edson sobre a conversa que teve com o capixaba.

O gerente de Salvamento Marítimo contou ainda que tudo começou quando um turista que acompanhava o homem entrar no mar da Praia das Virtudes, da varanda do apartamento e resolveu alertar o guarda-vidas, porque parecia que o indivíduo não conseguia voltar para a areia. Segundo o gerente de Salvamento Marítimo, o homem não aparentava ter ingerido bebida alcoólica, e tudo realmente aconteceu por causa dos ventos fortes.

Foram quase duas horas ajoelhado na prancha, o que deixou o homem com os joelhos completamente feridos.  “Ele saiu com os joelhos machucados, por ter ficado ajoelhado o tempo inteiro, se equilibrando na prancha”. O salva vida foi acompanhando e seguindo o homem, através da moto.

Alerta. “As pessoas que alugam caiaque ou stand up deveriam determinar uma certa distância para os clientes. Mas eu entendo que o povo não respeita, porque eles acabam se empolgando quando alugam um caiaque ou stand up e passam do limite”, alerta Edson.

Caso o caiaque vire, a orientação do gerente de Salvamento Marítimo é não tentar voltar nadando, e estando de colete, aguardar o salva vida para pega-lo. “É importante também que o pessoal que aluga os caiaques oriente os banhistas já que o vento acaba levando muitas pessoas para o alto mar e locais de muita correnteza marítima e não será possível voltar”, reforça ele.

Colchão Inflável. Em Setiba um senhor colocou uma criança no colchão inflável e sem o remo foi levado pelo vento para alto mar. “Depois de ser levado pelo vento para alto mar, o senhor não conseguiu voltar, e quanto mais ele tentava o colchão ficava rodando, e o senhor ainda achou ruim quando o salva-vidas foi resgata-lo”, contou Edson. O fato aconteceu nesta terça-feira de carnaval.

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