AS áreas comuns da escola estão com paredes mofadas, piso irregular e com canos e fios expostos. Foto: colaboradora
AS áreas comuns da escola estão com paredes mofadas, piso irregular e com canos e fios expostos. Foto: colaboradora

Os alunos da escola Dr. Silva Melo (Polivalente) vivem uma situação cada dia mais degradante. Além de terem que estudar há anos em um prédio improvisado (o prédio foi construído para funcionar como academia), esperando o final das obras da escola original no bairro Itapebussú, eles têm que conviver com a falta de manutenção das dependências da escola, mofo e até ratos.

Uma aluna nos enviou várias fotos e um vídeo mostrando as condições da cozinha e refeitório da escola. São canos e fios elétricos expostos, paredes descascadas e até um ninho de rato no pátio coberto.

A merenda, que é servida no intervalo do recreio, de acordo com a aluna é invariavelmente pão e leite, às vezes com um pouco de achocolatado. Ao final desta reportagem está o vídeo que a aluna fez sobre a situação dentro da escola.

Paredes descascadas e mofadas. Ambiente insalubre para os professores e alunos do Polivalente. Foto: divulgação
Paredes descascadas e mofadas. Ambiente insalubre para os professores e alunos do Polivalente. Foto: divulgação

As obras na antiga escola Polivalente, que ficava no bairro Itapebussú, começaram ainda em 2012 e se arrastam até hoje. A primeira empresa que começou a construir no local alegou dificuldades financeiras e abandonou o projeto. O Governo do Estado informou há alguns meses que uma nova licitação seria feita para finalizar a obra, mas ainda sem previsão de quando vai acontecer.

Entramos em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Educação ainda na terça-feira (28) para saber se existe alguma perspectiva de reforma do prédio onde está funcionando o Polivalente, mas até a publicação desta reportagem, nenhuma resposta nos foi dada.

Investimentos

Em uma nota enviada no dia 24 de junho deste ano para a imprensa, a Sedu informou que o governo do Estado investiu R$ 54 milhões em melhorias estruturais nas escola da rede estadual de ensino. Investimento feito justamente naquilo que os alunos estão reclamando, mas, na escola Dr. Silva Melo, os investimentos não chegaram.

“As escolas estão recebendo obras de ampliação e também serviços de manutenção como intervenções em: banheiros e cozinha; instalações hidrossanitárias (água e esgoto); instalações elétricas; cobertura (telhado); quadra; esquadrias; muros, divisórios e calçadas, além da conservação de ambientes”, diz um trecho da nota.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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