O prefeito de Guarapari, Edson Magalhães, oficializou a sua guerra contra o “Parlamento Forte”, grupo formado por 11 vereadores que ganharam a eleição da presidência da Câmara Municipal para o biênio 2019/2020. Conforme o Portal 27 divulgou, o prefeito acionou o Ministério Público Estadual (MPES), denunciando um suposto complô para derrubá-lo do poder.

Citados. Edson fez a denúncia citando várias autoridades municipais, empresários, advogados, ex-secretários municipais, secretários estaduais, afirmando que eles articulam um suposto complô político-eleitoral contra ele.

Rosângela. O detalhe é que o prefeito fez a sua denúncia baseado em depoimentos e afirmações da vereadora Rosângela Loyola (PDT). Ou seja, ele denuncia, mas diz que a autora (responsável) pelas denúncias é a vereadora Rosângela.

Prefeito fez a sua denúncia baseado em depoimentos e afirmações da vereadora Rosângela Loyola (PDT)

Provas. Dessa forma o prefeito fica resguardado de possíveis ações judiciais contra ele. Mas deixa a vereadora em situação delicada, na linha de frente. Se ela não conseguir provar as suas denúncias contra os citados perante a justiça, terá que responder perante a mesma justiça e ainda enfrentar os efeitos colaterais/políticos da denúncia.

Terremoto. Pelo que se pode perceber, a denúncia foi feita pelo prefeito, mas somente a vereadora poderá sentir os efeitos que podem vir de todos os citados por ela junto ao MPES. Mas, se a vereadora tem provas materiais das afirmações que fez, teremos um verdadeiro terremoto político na cidade. E os resultados desse terremoto podem desencadear uma reação em cadeia que ninguém sabe o resultado final.

Câmara. Através de nota a Câmara repudiou as denuncias e disse que é “desespero do grupo político liderado pelo prefeito Edson Magalhães em uma clara tentativa de desviar o foco das denúncias que atingem diretamente o prefeito e seus aliados”. Afirmou ainda que vai consultar a assessoria jurídica “e decidir como a Mesa Diretora irá responder”

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