O prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (PSDB), entrou com uma denuncia junto a Procurador Geral de Justiça do Estado, Eder Pontes, chefe do Ministério Público Estadual, alegando supostas irregularidades cometidas por diversas autoridades municipais, empresários, advogados, ex-secretários municipais, secretários estaduais, afirmando que eles articulam um suposto complô político-eleitoral para derrubá-lo do poder.

Vereadora. A denúncia foi protocolada em maio e é baseada em depoimentos e afirmações da vereadora Rosângela Loyola (PDT), e de sua advogada, que teriam sido vítimas de uma proposta que visava tirá-la da base do prefeito e leva-la para a oposição, contando assim, com o voto dela em CPIs, para tirar Edson da prefeitura.

Edson Magalhães (PSDB), entrou com uma denuncia junto a Procurador Geral de Justiça do Estado, Eder Pontes, chefe do Ministério Público Estadual. Foto: Roberta Bourguignon

CPI. Como a vereadora estava vivendo um processo de cassação de mandato com a abertura de uma CPI contra ela, por ter dado a entender em uma gravação, que havia acontecido propina na eleição da nova presidência da Câmara, ela alegou que se aceitasse a suposta proposta, seria poupada e não sofreria a cassação, mantendo o seu mandato de vereadora. Ela acabou sendo afastada em fevereiro  (veja aqui), mas voltou em março, através de uma decisão judicial. (confira aqui).

Valores. A vereadora Rosângela Loyola (PDT), relatou esses e outros fatos ao prefeito Edson Magalhães (PSDB), inclusive dizendo que a eleição da Câmara teria custado o valor de R$ 100 mil reais, que teriam sido doados por um empresário, que posteriormente seria beneficiado pelo envolvidos após a vitória na presidência.

Protocolou. O prefeito pegou as informações da vereadora, preparou a denúncia e protocolou no Ministério Público em Vitória. No documento que o Portal 27 teve acesso e que também circula por grupos de WhatsApp, são citadas mais de 20 pessoas, que supostamente teriam se articulado comprar a vitória para a presidência da Câmara e posteriormente derrubar o prefeito Edson do poder municipal.

A denúncia foi protocolada em maio e é baseada em depoimentos e afirmações da vereadora Rosângela Loyola (PDT). Foto: Cecília Rodrigues/Portal27

O promotor de justiça de Guarapari, Genésio José Bragança, foi acionado pelo MP estadual para averiguar essas supostas irregularidades, e encaminhou ontem (23), oficio ao presidente da Câmara, para que ele preste esclarecimentos dentro de um prazo de 5 dias. Os demais citados também devem ser convocados para dar esclarecimentos ao promotor.

Resposta. O Portal 27 entrou em contato com a assessoria da Câmara Municipal de Guarapari, para uma manifestação do Poder Legislativo, e recebemos a nota abaixo:

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