A Praia das Castanheiras, no Centro de Guarapari, recebeu um visitante inusitado na tarde de hoje (21). Um filhote de capivara. O animal atraiu a atenção de banhistas e de quem passeava pelo calçadão da praia.

O animal foi avistado por volta das 15 horas nadando entre a Praia dos Namorados e das Castanheiras. “Ela veio nadando de lá e subiu em uma pedra. Depois mergulhou de novo, aí se escondeu no meio das pedras da Praia das Castanheiras”, contou Wallas Geraldo Machado, de Itabira, Minas Gerais.

A capivara foi avistada entre as pedras da Praia das Castanheiras. Foto: Michael Fanelli
A capivara foi avistada entre as pedras da Praia das Castanheiras. Foto: Michael Fanelli

O animal ficou cerca de uma hora escondido nas pedras da Praia das Castanheiras e depois, assustada com a aproximação de banhistas, ela entrou na água e tentou voltar nadando para a Praia dos Namorados, mas por causa da correnteza, acabou retornando e ficou mais algum tempo nas pedras até sumir completamente.

Uma equipe do Centro de Controle de Zoonoses foi até o local tentar capturar a capivara, mas muito assustado, o animal se refugiava na água, próximo à arrebentação. Policiais Militares do 10º Batalhão também acompanharam a situação e orientavam os banhistas a não se aproximarem da capivara.

A bióloga Viviane Marculano explicou que nas redondezas da cidade existem muitas capivaras. “Em Mãe-Bá e nas lagoas de Meaípe, existem muitas. Algumas muito grandes e bem gordinhas”, conta.

Sobre de onde possa ter surgido a capivara que estava na praia, ela diz que pode haver várias explicações. “Não é impossível que ela tenha saído lá de Mãe-Bá. Pode ter saído da lagoa e entrado na praia, caminhado pela areia e entrado no mar. Outra opção é o próprio mangue. O estuário também, pois são locais próximos”, afirma.

O tenente Dílson Ravani, do Batalhão da Polícia Militar Ambiental orienta a população a não se aproximar da capivara.

“Se ela for avistada, deixem ela sozinha. Trata-se de um animal selvagem e se ele se sentir ameaçado pode fugir ou atacar. É muito importante que o deixem só. Nós estamos monitorando a situação através de policiais militares do 10º Batalhão. Acreditamos que ela siga seu caminho, já que não está em seu habitat natural”, explicou o tenente.

Ravani disse ainda que se o animal foi ferido ou morto por alguém, essa pessoa vai responder por crime ambiental. Para qualquer situação que envolva animais silvestres, o cidadão pode ligar para a Polícia Militar Ambiental pelo número 27-3636-0173.

 *Reportagem de Jamille Scopel e João Thomazelli

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