Os moradores da Rua Oseías Santiago acordavam diariamente ao som dos pássaros que vivem nas árvores oferecendo sombra para os habitantes da rua. Mas na última quinta feira (13), o dia foi de muita briga e uma vitória temporária, pois os moradores foram acordados ao som do motosserra, que chegou a deixar uma das árvores no chão.

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Rapidamente, os moradores impediram que o funcionário continuasse a derrubar as árvores, pelo fato dessas, terem sido plantadas por eles. “Ao longo desses anos, nós investimos nessa rua. Minhas árvores são patrimônio da minha rua, nós que plantamos, nós que construímos a calçada e toda pavimentação. Nós moradores temos direito de manter nossas árvores no seu local nativo”, desabafa Aline Costa, moradora.

A entrada da escola não tem mais nenhuma árvore próxima. Foto: Aline Faria.
A entrada da escola não tem mais nenhuma árvore próxima. Foto: Aline Faria.

Funcionários da empresa contratada para realizar a obra da Escola Estadual Polivalente, relatam que as árvores precisam ser retiradas para a construção de uma calçada cidadã, que dará acesso aos cadeirantes. Essa nova informação também não agradou os habitantes, que preferem que o portão da escola seja na rua principal, onde sempre foi.

Aconteceu nesta segunda feira (17), uma reunião com o secretário de meio Ambiente, Afonso Rodrigues, representante do Instituto de Obras Públicas do Estado do Espírito Santo (IOPES) e os moradores, para que o engenheiro apresentasse o projeto da escola e pudesse esclarecer dúvidas referentes ao tema levantado pelos moradores.

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Mas não foi exatamente o que aconteceu. O engenheiro tratou com desdenho, os pedidos feitos pela população. “Marinete, você pode pedir que esse engenheiro nos trate com mais respeito”, falou uma moradora, se dirigindo à representante do IOPES. E assim persistiu a reunião. Que teve as obras paradas, “Enquanto os problemas não forem resolvidos, a obra na Rua Oséias Santiago fica parada”, relata a representante do IOPES.

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Outro grande impasse é em relação ao portão principal. “Quando começaram as obras abriram um portão lateral dizendo que seria apenas para entrada e saída de caminhões, facilitando assim as obras já iniciadas. Hoje (15) nos comunicaram que esse portão, que hoje é lateral, passará a ser o portão principal, e por isso as árvores estariam atrapalhando o desenvolvimento do projeto”, descreve Aline.

E a moradora ainda clama, “não estou falando de árvores simples, estou falando de natureza! Não podemos deixar essa natureza linda se acabar! Futuramente só vão existir pássaros de cativeiro, pois seus berçários estão sendo destruídos! Não quero isso pro meu futuro, e sei que muitos também não querem.

A vereadora Fernanda Mazzelli também abraçou a causa e explica, que realmente o secretário do Meio Ambiente havia autorizado o corte das árvores para a realização do projeto, mas agora ele vai voltar atrás. Em favor dos moradores, a parlamentar ainda reforça, “Os engenheiros são inteligentes suficientemente para rever o projeto, e construir a calçada sem que as árvores sejam retiradas”.

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