O Espírito Santo tem alcançado um novo patamar no cenário turístico nacional. Dados consolidados pelo Sebrae/ES apontam que o setor vive um ciclo de expansão sem precedentes, impulsionado por investimentos de R$ 52,6 milhões entre 2024 e 2025, realizados em parceria com diversas instituições.
De acordo com o levantamento, o número de negócios voltados ao turismo no estado saltou de 59 mil para mais de 74 mil empresas em apenas dois anos — um crescimento de 25,77%. O balanço foi apresentado durante a coletiva “Comunicar para Transformar”, que destacou a atuação conjunta entre o Governo do Estado, o Sebrae/ES, o Conselho Estadual de Turismo do Espírito Santo, o Fecomércio-ES e o trade turístico.

Durante o evento, o superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo, destacou a importância da divulgação de dados para evidenciar o novo momento do turismo no estado. “O turismo movimenta uma ampla cadeia de pequenos negócios e tem enorme potencial de geração de renda e desenvolvimento. Apresentamos números inéditos que mostram o impacto direto desse crescimento nos empreendedores capixabas”, afirmou.
A estratégia de regionalização foi um dos pilares desse avanço. Em 2025, o Sebrae/ES realizou mais de 87,5 mil atendimentos a pequenos negócios do setor, com destaque para a Região do Caparaó, que registrou aumento de 37,4% na procura por suporte técnico e consultorias.
Além disso, o acesso ao crédito também foi ampliado. Mais de R$ 11 milhões foram viabilizados por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas, permitindo que empreendimentos que antes não tinham acesso ao sistema financeiro pudessem investir e crescer. Em 2025, o número de operações com o fundo mais que dobrou, passando de 47 para 114, um aumento de 142%.

A promoção do destino também ganhou força com a marca “Espírito Santo: Encontre-se”, estratégia que posiciona o estado como um destino de experiências autênticas. Como resultado, o portfólio de produtos turísticos cresceu de 78 para 208 experiências catalogadas.
A visibilidade nacional foi ampliada com a capacitação de 15 mil agentes de viagens em mercados estratégicos, como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O reconhecimento do setor já começa a aparecer: operadoras como CVC Corp e Azul Viagens passaram a classificar o Espírito Santo como um destino de “Série A”.
Para Pedro Rigo, o cenário é resultado de planejamento e atuação integrada. “Nosso papel é contribuir para um ambiente de negócios favorável ao desenvolvimento do turismo, ao mesmo tempo em que capacitamos empreendedores para atender essa nova demanda de forma sustentável”, concluiu.











