JB Padrão
Banner TOP
Ribero e Padua

No próximo dia 18 é celebrado o Dia Nacional da Luta Antimanicomial que defende a luta pelos direitos das pessoas com sofrimento mental. Para marcar a data, o curso de Psicologia da Faculdade Pitágoras de Guarapari realizará duas grandes ações nos dias 15 e 18 de maio. A proposta dos eventos é ressaltar o processo da reforma psiquiátrica no Brasil, bem como a defesa da saúde pública para pessoas com transtornos mentais.

Para marcar a data, o curso de Psicologia da Faculdade Pitágoras de Guarapari realizará duas grandes ações nos dias 15 e 18 de maio.

“Queremos trazer para a comunidade de Guarapari o debate sobre a importância da lei antimanicomial, que não apenas define dos direitos, mas garante a proteção das pessoas com alguma desordem mental, desmistificando a necessidade da internação compulsória em manicômios”, explica o coordenador do curso e organizador das ações, Bruno da Silva Campos.

A programação inclui uma caminhada de conscientização, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, pela cidade e a exibição do filme nacional Nise – O coração da loucura, no auditório da Faculdade Pitágoras. A obra retrata a história de uma psiquiatra que nos anos de 1950 contraria os tratamentos convencionais de esquizofrenia, lidando com os pacientes com amor, respeito e a arte. “Após a exibição realizaremos um debate sobre a atuação do psicólogo nos tratamentos e a importância de manter um olhar mais humanista, com foco no bem-estar do paciente”, diz Bruno.

A proposta dos eventos é ressaltar o processo da reforma psiquiátrica no Brasil, bem como a defesa da saúde pública para pessoas com transtornos mentais.

Reforma. A Lei da Reforma Psiquiátrica, instaurada em 2001, tem em vista outras formas de cuidados com as pessoas com transtornos mentais, sem necessariamente serem feitos pelos manicômios. Um dos pilares desta reforma são os Centros de Atendimento Psicossociais (CAPS), que realizam atendimentos diários ou em situações de emergências os pacientes com transtornos, evitando sua estadia em hospitais, clínicas psiquiátricas ou mesmo manicômios.

SERVIÇO

Faculdade Pitágoras | Ações Luta Antimanicomial

Programação:

15 de maio (quarta-feira)

14h | Exibição e debate do filme Nise – O coração da loucura

Local: Faculdade Pitágoras de Guarapari

Rodovia Governador Jones dos Santos Neves, 1.000 – Lagoa Funda, Guarapari.

18 de maio (sábado)

8h30 | Caminhada de conscientização

Local de encontro: Praça de Muquiçaba, Guarapari.

Camara Municipal de Guarapari – Participe
Ideally

Banner Marcelo
Institucional MAllagutti

15 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns a todos envolvidos, em especial ao Coordenador do Curso de Psicologia Pitágoras Guarapari Bruno Da Silva Campos, pela iniciativa nesse movimento.
    O Movimento de Luta Antimanicomial consistiu em um diálogo de conscientização com as instituições legais e com os cidadãos ao elaborar o discurso de que os portadores de transtornos mentais não representam ameaça ou risco ao círculo social. Ao contrário, este seria um grande componente para sua recuperação. É necessário uma reeducação no modo de compreender os transtornos mentais, não como um estigma, mas um modo alternativo de ver e estar no mundo. Mais respeito, acolhimento e conscientização.
    Fruto do movimento pelo fim das internações compulsórias, o CAPS tem como ferramentas o atendimento individualizado, com rodas de conversa, oficinas artísticas e o tratamento terapêutico individual e em grupo. Busca-se oferecer um tratamento ambulatorial mais humanizado, no lugar de hospitais psiquiátricos e longas internações.
    Tivemos o privilégio de ontem ter assistido um filme que relata com clareza essa luta. Nise: O coração da Loucura.
    A história mostra a rebeldia de Nise, que contestou as práticas violentas de tratamento, incluíam choque e clausura, e propôs uma terapia a partir das artes plásticas.
    “ O que melhora o atendimento é o contato afetivo de uma pessoa para outra. O que cura é a alegria, o que cura é a falta de preconceito.”
    “A contaminação psíquica é pior que piolho. Vai passando de uma cabeça para outra, numa rapidez incrível. E, como você sabe, todo mundo já pegou piolho.”
    Nice da Silveira

  2. Parabéns a todos envolvidos, em especial ao Coordenador do Curso de Psicologia Bruno Da Silva Campos, pela iniciativa nesse movimento é luta.
    O Movimento de Luta Antimanicomial consistiu em um diálogo de conscientização com as instituições legais e com os cidadãos ao elaborar o discurso de que os portadores de transtornos mentais não representam ameaça ou risco ao círculo social. Ao contrário, este seria um grande componente para sua recuperação. É necessário uma reeducação no modo de compreender os transtornos mentais, não como um estigma, mas um modo alternativo de ver e estar no mundo. Mais respeito, acolhimento e conscientização.
    Fruto do movimento pelo fim das internações compulsórias, o CAPS tem como ferramentas o atendimento individualizado, com rodas de conversa, oficinas artísticas e o tratamento terapêutico individual e em grupo. Busca-se oferecer um tratamento ambulatorial mais humanizado, no lugar de hospitais psiquiátricos e longas internações.
    Tivemos o privilégio de ontem ter assistido um filme que relata com clareza essa luta. Nise: O coração da Loucura.
    A história mostra a rebeldia de Nise, que contestou as práticas violentas de tratamento, incluíam choque e clausura, e propôs uma terapia a partir das artes plásticas.
    “ O que melhora o atendimento é o contato afetivo de uma pessoa para outra. O que cura é a alegria, o que cura é a falta de preconceito.”
    “A contaminação psíquica é pior que piolho. Vai passando de uma cabeça para outra, numa rapidez incrível. E, como você sabe, todo mundo já pegou piolho.”
    Nice da Silveira

  3. Parabéns pela iniciativa, professor Bruno.
    Entendo que o acolhimento em família, o acompanhamento psiquiátrico e psicológico, na maioria dos casos pode sim ser realizado sem a necessidade de internação, isolamento e principalmente distanciamento da família.
    Jamais vamos conseguir entender sem nos aprofundarmos nos labirintos por onde a pessoa se deixou emaranhar; e isso só através do estudo, debate, troca de experiencias e muita dedicação.
    Sei o quanto é doloroso ter um ser querido perdido dentro de si mesmo.
    Só quem já presenciou esse estado de loucura pode aquilatar.
    De uma forma geral, cada um no seu entendimento vai tentando, uns recuperar o ser de volta a uma vida razoavelmente social; outros a livrar o social do peso da convivência com esse ser que incomoda.
    Não será fácil; mas aprendi que o impossível, o é até o momento que alguém vai em busca e o torna possível.

  4. Uma luta que está só começando, com o opoio de todos conseguiremos avançar no tratamento humanizado dos nossos cidadãos especiais!

  5. Lembro que na minha adolescência acompanhava minha tia a visitas em hospitais psiquiátrico e não gostava do que eu via, mas até ao tomar conhecimento de que essas pessoas com transtorno mental podem ser tratadas com suas famílias e o quanto o amor e o acolhimento é importante na recuperação quero deixar registrado o meu apoio a está luta!
    E outro sim, ao assistir o filme coração da loucura pude perceber que para uma pessoa surtar não precisa de muito, vamos nos colocar no lugar do nosso semelhante sem que seja preciso passar pela mesma situação.abraçar essa causa!
    Parabéns professor Bruno!
    Rosemary de Souza, aluna do curso de psicologia.
    Dia 18 estamos juntos!!

  6. Em tempos de falta de empatia faz falta o AMOR, é muito fácil falar quando nos posicionamos e não nos colocamos no lugar do próximo! O Crack é destruidor sim! Mas existem órgãos competentes para esses tratamentos! E também depende do indivíduo se posicionar diante da situação!
    #Estamosnaluta #Lutaantimanicomial #FaculdadePitogoras Deixo aqui com muito orgulho para os meus mestres e amigos de curso que a luta se vence assim!

  7. Todo o movimento da luta antimanicomial e da reforma psiquiátrica no Brasil se deu no sentido de criar instâncias de cuidado abertas, que substituíssem o modelo hospitalar, manicomial. O hospital sempre cumpriu mais a função de esconder, de não deixar ver a loucura, do que tratá-la. Afinal, se o principal sintoma da doença mental está na sua dificuldade de relação com o outro (social), como esperamos trata-la isolando ainda mais o sujeito adoecido?
    Eles precisam de cuidados, mas principalmente da liberdade, amor e carinho.

    Mas nós da luta antimanicomial estamos alertas.
    Manicômio nunca mais!
    Ainda que venha com uma fachada arrumadinha e maquiada, a gente sabe reconhecê-lo.

  8. Eles precisam de cuidados especiais sim, as vezes, quase impossível de ser conduzido pela família, mas o principal que eles precisam nenhum manicômio oferece, somente a família pode oferecer, que é carinho e amor!

    “O cuidado que se dá dentro de um hospital psiquiátrico oferece muito mais doença do que cuidados. Pois o isolamento não é um cuidado para aquela pessoa, produzindo um sofrimento maior ainda do que ela está tendo”,

    “Lá suas roupas eram arrancadas, seus cabelos raspados e, seus nomes, apagados. Nus no corpo e na identidade, a humanidade sequestrada, homens, mulheres e até mesmo crianças viravam “Ignorados de Tal; (…)comiam ratos e fezes, bebiam esgoto ou urina, dormiam sobre capim, eram espancados e violentados até a morte”

    Juntos na luta dia 18.

  9. Ontem, assistimos, no auditório da Faculdade Pitagoras, o filme “ O coração da loucura”.
    O que mais pude observar, foi o quanto o amor pode nos conduzir e modificar.
    Certamente, pessoas com maior conhecimento sobre determinados assuntos, como abordado no filme, a esquizofrenia, loucura e outras doenças mentais, tratam o assunto diferentemente.
    Nos dias de hoje, onde a tecnologia e conhecimento estao disponíveis a um toque de uma tecla, é fundamental buscarmos conhecimento e formas para lidar com certas doenças mentais.
    O que estamos fazendo, na Faculdade Pitagoras, é começando a abordar um tema , que até então estava esquecido, exatamente por não interessar a sociedade “Lidar” com essas pessoas rotuladas como “incapacitadas”.
    Gostaria de ver nossos auditórios cheios, nossas passeatas cheias… e pessoas estudando o assunto e maneiras de ajudar famílias e “clientes”… “pacientes”, como mencionados no filme.
    A nós, da área de saúde, como psicólogos, psiquiatras, e outros… cabe estudar, pesquisar e trazer inovacoes terapêuticas e políticas sociais que favoreçam a qualidade de vida dos pacientes bem como de seus familiares.
    Guarapari está no rumo certo.
    O conhecimento certamente modificará pensamentos e consequentemente ações.

  10. Como estudante de Psicologia apoio visto a camisa dessa campanha e tenho certeza que quem tem conhecimento da causa apoia também.
    Pessoas do contra sem conhecimento vão sempre existir mas o que importa realmente é irmos pra rua pras redes sociais e mostrarmos nossas ideias e ideiais. Parabéns Professor Bruno pela atitude pelo gesto de amor❤estamos juntos nessa.

  11. #lutaantimanicomial
    Garantia de como todo cidadão estas pessoas com doença mental têm o direito fundamental á liberdade e viver em sociedade.
    Como estudante de Psicologia também apoio esta iniciativa.
    Parabéns coordenador Bruno!!!

  12. Super apoio a campanha Coordenador Bruno, como estudante de Psicologia, lutamos e apoiamos a Movimento de Luta Antimanicomial, Em prol de tratamentos mais humanizados aos portadores de transtornos mentais.
    #lutaantimanicomial

  13. Olá Suzy, acho importante a sua preocupação a respeito dessa temática e convido você a participar conosco dos eventos, trazendo assim, o seu ponto de vista para o debate. Abraços

  14. É muito fácil um FDP vir falar essas merdas aqui , queria ver se o mesmo tivesse uma pessoa com desordem mental e muito agressiva dentro da sua família . Tem um monte pelas ruas assim , já que não tem um lugar apropriado para eles e a família não consegue cuidar devido a complexidade .

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here