Vários profissionais de salvamento marítimo fizeram ontem na Câmara, uma manifestação sobre a situação que eles estão passando. Visto que a prefeitura  abriu uma seleção de trabalho de apenas dois meses.

O município  realizou um Processo Seletivo Simplificado de contratação em caráter temporário para o mês de julho e agosto, o provimento de profissionais da área de salva-vidas em atuação no serviço de Salvamento Marítimo, por meio do Edital SEMSA nº 001/2013. Oferecendo-lhes o salário de R$ 884,26 mais benefícios e carga horária de 40 horas semanais.

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Guarda vidas levaram cartazes de protesto: Foto Roberta Bourguingnon.

A indignação dos participantes se deu no fato da contratação temporária desses salva-vidas. Visto que o custo para a abertura de um processo seletivo é caro, e para contratar profissionais por apenas dois meses, é inadmissível. “É uma falta de respeito para um cidadão. Passar em um concurso para trabalhar dois meses”, disse o salva-vidas Felipe Sant’Ana.

O vereador Jorge Figueiredo ainda ressaltou que esses indivíduos, que são na maioria deles, pais de família, não podem nem comprar uma geladeira parcelada, pois não terão condições financeiras por mais de dois meses.

O processo oferecia 80 vagas, porém reuniu apenas 68 inscritos. Obteve-se 61 aprovados pela primeira fase, de caráter eliminatório, que consistia em análise dos pré-requisitos necessários para o cargo. E, a segunda fase aconteceu na ultima sexta-feira e sábado, onde os participantes fizeram o Teste de Aptidão Física (TAF), no qual não houve aprovações.

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Auditório ficou lotado: Foto Roberta Bourguingnon.

Segundo o salva-vidas Thiago Oliveira, os participantes reprovaram por opção. No momento em que começavam a fazer o teste da barra fixa, no qual cada participante precisa desenvolver sete barras para começar a contagem de barras feitas, os candidatos apenas contavam, “um mês, dois meses”, e desciam. Totalizando apenas duas barras feitas por cada membro.

Atualmente o quadro de salva-vidas da cidade, apresenta 25 profissionais efetivos e trabalhando, pois há três deles afastados. Assim totalizando 28 contratados. Entretanto, Guarapari apresenta mais de 50 praias, sendo evidente a falta desses profissionais nos locais.

Ainda que haja praias que necessitam de mais de um profissional, pela sua extensão. Aos finais de semana, esse número é ainda menor. Há oito guarda-vidas na parte da manhã e cinco à tarde.