Sol e mar, calor e agitação. A estação mais esperada do ano traz também consequências para os moradores. Cidade cheia, trânsito intenso e ausência de vagas, o que complica a vida de quem precisa resolver algum problema nos locais de maior fluxo.

Uma leitora do Portal 27 que não quis se identificar, precisou ir ao Centro de Guarapari resolver alguns problemas e não encontrou vaga, teve como única opção pagar um período de estacionamento privativo para poder parar seu carro.

Em Guarapari diversos terrenos particulares são usados como estacionamentos. Foto Ilustrativa

Segundo ela “parei em um estacionamento, o preço era 12 reais a hora, mas como eu era moradora, seria oito reais a hora. Perguntei se seria cobrada fração, o cara não devia nem saber o que é hora fracionada. Fui resolver as questões na rua Joaquim da Silva Lima, deixei o carro lá por duas horas, quando voltei eram quatro e cinco da tarde e ele me cobrou o equivalente a três horas. Argumentei que ele disse que seria cobrada fração de hora, mas ele disse que já havia entrado na terceira hora”, reclama o consumidora indignada por ter sido tarifada em três horas, sendo que ficou apenas duas horas e cinco minutos no estacionamento.

A leitora cobra das autoridades fiscalização e controle dos valores abusivos e lamenta o fim do rotativo: “por não haver mais estacionamento acho que eles exploram. Não há controle que comprove o tempo, papel, nem nada, só uma placa pintada à mão. Quando tinha o rotativo ninguém colocava nesses estacionamentos, porque o rotativo era mais viável, você colocava na rua, pagava pelo tempo necessário e não ficava tão pesado. Como não tem muita opção de estacionamento, eles colocam o preço que eles querem. Se têm alvará de funcionamento e licenciamento para funcionar como estacionamento, eu não sei”, completa.

Resposta da Prefeitura. O Portal 27 procurou a prefeitura para saber destas reclamações e recebeu a seguinte resposta.

“O Procon Municipal atua nos casos em que há prática comprovada de cartel, que é a conhecida combinação de preços, na maioria das vezes elevados, deixando o consumidor em desvantagem. No que tange aos preços, embora sejam monitorados, a Constituição Federal de 1988 diz no titulo VII- Da Ordem Econômica, em seu capitulo I, os princípios gerais da atividade econômica, entre as quais ressalta, no inciso IV, do art.170, o principio da livre concorrência. Referido princípio prevê a liberdade para adotar estratégias comerciais que os tornem eficientes, competitivos,sustentáveis a longo prazo e obtenham resultados financeiros satisfatórios que compensem adequadamente os riscos tomados. Dessa forma, o Procon não regula o preços. Em caso de cartel o consumidor pode procurar o Procon 3261-4929

A Prefeitura informa que todos os estabelecimentos, independente da atividade econômica, são fiscalizados. Em caso de irregularidade os mesmos são notificados e autuados. A gestão municipal orienta ao consumidor que, em caso de irregularidade no estabelecimento, procure a Secretaria Municipal de Fazenda, na sede da Prefeitura, ou pelo telefone 3361-8275 e faça a sua denúncia.”

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