Com praias apropriadas para a prática de esporte, há algum tempo Guarapari vem sendo celeiro de jovens talentos do surf. Depois de levar Brasil a fora nomes como Derek Rabelo e Magno Passos, quem vem ganhando espaço nas ondas é Nívea Borghi.

Com apenas 21 anos, ela é uma das pioneiras do bodyboarding feminino de Guarapari, seguindo os passos da campeã Neymara Carvalho, que saiu da Barra do Jucu e trouxe 5 títulos mundiais para o Espírito Santo.

Nívea é a primeira atleta da cidade a competir em campeonatos estaduais e nacionais. Participou recentemente de etapas de nível amador na praia da Barra do Jucu, Vila Velha e na praia de Itacoatiara, em Niterói, no Rio de Janeiro, conquistando os primeiros lugares no pódio.

Nívea
Com apenas 21 anos, ela é uma das pioneiras do bodyboarding feminino de Guarapari. Foto Leilane Chagas.

Ela conta que começou a pegar as primeiras ondas com sete anos, nas águas da Praia do Morro, tendo dicas do então amigo Magno Passos, atualmente seu técnico, e parou um tempo para se aventurar em outro esporte, o rugby. “Fiquei no rugby por 2 anos e meio. Foram muitas lesões e eu sentia falta do mar. Minha família e amigos começaram a me motivar a voltar. Como eu já estava sem jogar devido às lesões constantes, voltei às competições de bodyboarding”, conta Nívea.

DSC05441
A mãe Valéria dá todo o apoio para a filha atleta. Foto Leilane Chagas.

Como conseguir incentivo financeiro do poder público em Guarapari é difícil, Nívea não pode considerar ainda o bodyboarding sua profissão. Além de competir com o patrocínio de marcas do ramo de saúde e estética, ela também colabora com o Portal Surf Today, cobrindo eventos esportivos do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.

A atleta encerra o ano representando Guarapari em duas competições, com boa expectativa de vitória: “Estou me preparando para a última etapa do circuito UBBN em Niterói, nos dias 6 e 7 de dezembro e na semana seguinte para a última etapa do circuito estadual. Tenho chances de ser campeã e estou bastante focada para essas duas últimas competições”.

Por Leilane Chagas