O papel da literatura infantil e da contação de histórias diante das tecnologias atuais e no mundo digital marcado pelo ciberespaço, apresentam-se como novo canal de comunicação que vem alterando o modo que autores, textos e leitores se relacionam. A contação de histórias, nessa nova interface cultural, apresenta-se como uma busca pela humanização, já que o ato de contar utiliza a performance dos sentidos.

De acordo com Neide Aparecida Cacciolari (PG-UENP-CP) ela “constitui uma abordagem sobre aspectos formativos do processo de leitura, visando aprimorar o desempenho na prática pedagógica através de perspectivas que tornem a leitura mais aceitável e atraente para crianças e para alunos adolescentes”.

Dessa forma, cabe ao contador de historias funcionar como um realizador da literatura de modo global, adaptando estórias e se utilizando de técnicas de corpo e voz para que a literatura transcenda o texto e alcance o novo leitor. um leitor acostumado com o hipertexto da internet.

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Busatto acredita que não cabe à literatura competir com os meios modernos de comunicação ( ou as tecnologias atuais) que surgiram após o desenvolvimento das novas tecnologias. Certamente, como meio de expressão das relações sociais, políticas, históricas e culturais, a literatura sempre terá seu lugar garantido numa sociedade em que a informação ganha destaque e o conhecimento global torna-se pré-requisito para os profissionais do futuro. A literatura precisa se adaptar aos novos modelos de comunicação mediada pelo computador ajustando-se ao caráter dinâmico e interativo do ciberespaço, criando novas formas de pensar e concretizar o objeto literário (BUSATTO,2006: 92).

Texto: Gabriela Kruger

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