A audiência pública realizada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pó Preto na noite desta segunda-feira (15), na Câmara de Anchieta, reuniu moradores, lideranças comunitárias, vereadores e o prefeito Marcus Vinicius Doelinger Assad. Os trabalhos foram presididos pelo deputado Almir Vieira (PRP), que propôs a audiência, e contaram com a presença do presidente da CPI, deputado Dr. Rafael Favatto (PEN), do vice-presidente Erick Musso (PP), do relator Dary Pagung (PRP) e do membro efetivo Gilsinho Lopes (PR).

Os participantes fizeram questionamentos relacionados à qualidade do ar em Anchieta e cobraram maior investimento por parte da mineradora Samarco, instalada na região. “Uma empresa como a Samarco pode investir sim, porque tem dinheiro. Obviamente que ela vai precisar de prazo para implantação de novas tecnologias. A poluição existe, está aí e não está para brincadeira”, afirmou o promotor de o promotor de Justiça Rogério Pestana, que reside em Anchieta.

CPI do Pó Preto 1
Os trabalhos foram presididos pelo deputado Almir Vieira (PRP), que propôs a audiência, e contaram com a presença do presidente da CPI, deputado Dr. Rafael Favatto (PEN), do vice-presidente Erick Musso (PP), do relator Dary Pagung (PRP) e do membro efetivo Gilsinho Lopes (PR). Foto Divulgação.

Pestana afirmou que a emissão de particulados vem aumentando. “O pó preto que cai e suja, o único incomodo que traz é o da sujeira; agora o que não vemos que é o conhecido como PM10, esse sim é o que é perigoso”, advertiu. As PM10 são partículas inaláveis, em suspensão na atmosfera e de diâmetro inferior a 10 micrômetros. Constituem um elemento de poluição atmosférica, podem penetrar no aparelho respiratório, provocando doenças respiratórias.

Análise da qualidade do ar

O professor e ambientalista Carlos Roberto da Costa cobrou uma maior transparência nos resultados das análises da qualidade do ar em Anchieta.  “Queremos que o Iema (Instituto Estadual de Meio Ambiente) disponibilize os resultados para a Secretaria de Meio Ambiente de nosso município e que disponibilize também no site para que possamos ter acesso aos resultados da qualidade do ar que respiramos”, defendeu.

CPI Anchieta
Os participantes fizeram questionamentos relacionados à qualidade do ar em Anchieta e cobraram maior investimento por parte da mineradora Samarco.

O professor disse também que a legislação ambiental precisa ser adequada. “A resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) é de 1990. Isso dificulta e muito a fiscalização nos dias de hoje”, disse.

Almir Vieira foi quem propôs a realização do debate em Anchieta. Para o deputado, ouvir a população é importante para que os trabalhos da CPI sejam corretamente direcionados. “Temos hoje grandes gargalos: precisamos de uma legislação estadual mais restritiva, não temos esse marco regulatório e ainda temos uma deficiência grande de recursos humanos. É preciso buscar soluções ouvindo a população, discutindo com ela estratégias de aprimoramento do controle ambiental. Sem dúvida nenhuma esta audiência é um novo passo para o sucesso da CPI do Pó Preto, que busca soluções para os impactos associados à presença de material particulado. Tenho certeza que esta busca será coroada com uma melhor qualidade de vida para todos nós”, disse Almir.

O deputado Gilsinho Lopes (PR) também destacou a importância da audiência pública e destacou o trabalho que está sendo realizado pela CPI. “Estamos vendo que em Anchieta a situação não é diferente da Grande Vitória. Tudo que nos foi apresentado com certeza será investigado”, afirmou.

Próxima audiência

Outra audiência pública já deliberada pela CPI está prevista para o próximo dia 17, no plenário Dirceu Cardoso. O evento contemplará os municípios de Vitória, Serra e Cariacica e deve contar com a presença de deputados federais da bancada capixaba.

Fonte: Web Ales/ Wagner Bourguignon

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