Há quatro anos o projeto Ação Resgate, realizado pela Igreja Bastita de Meaípe, ajuda a pessoas em situação de rua em Guarapari a voltarem para suas cidades de origem.A voluntária Adriana Vaillant relatou como tudo começou.

“Surgiu a partir da percepção do pastor Samuel Ildefonso, que era professor na época, e pelo trajeto até a escola que dava aula, percebia que a quantidade de moradores de rua aumentava junto com a necessidade que eles enfrentavam. Percebendo a fragilidade e a carência dessas pessoas ele falou com os irmãos da igreja e juntos nos mobilizamos para ajudar”.

Voluntários fornece a palavra de Deus e alimentos para os sem-tetos.
Foto enviada pelo aplicativo whats app.

“Levamos agasalho, sopa e a palavra de Deus para os moradores de rua. Quando as pessoas querem ajuda, as  encaminhamos de volta para onde moram, ajudamos a se internarem para tratar os vícios e o que mais estiver dentro de nosso alcance”,  conta a voluntária.

Segundo Adriana, o meio de locomoção dos voluntários é cedido pela igreja. Mas, os alimentos e agasalhos são que eles entregam para as pessoas em situação de rua.

Um dos organizadores do projeto Marcos Vaillant afirmou que ” a ideia é levar compaixão e mostrar o amor de Deus para as pessoas verem que há chances de sair dessa vida e que Deus não esqueceu delas”.

Com casacos doados, a grupo vai distribuindo para quem necessita. Foto: whatsapp.

De acordo com Marcos, as abordagens começam às 22h30 e terminam às 5h. Para retirar as pessoas das ruas, há um protocolo de abordagem com conversas até os voluntários ganharem a confiança das pessoas. Feito isso, a ajuda vai de acordo com a necessidade. 

Ele explicou que “os principais motivos que levam as pessoas a irem morar nas ruas são a falta de políticas públicas,  as drogas, o álcool e o desemprego. A igreja toma frente para fazer essa caridade, levando para rua aquilo que Jesus de fato ensinou”.

Segundo Marcos, como as passagens só podem ser vendidas com a apresentação de um documento, quando a pessoa não tem o grupo a encaminha para o órgão responsável para tirar e com os documentos em mãos ela consegue seguir viagem.

“Encontramos um casal em que  a mulher estava grávida, com o pé ferido e princípio de hanseníase. Eles iriam a pé para cidade de Manhuaçu porque não podiam ficar no lugar que estavam. Quando contaram que estavam indo, a turma se mobilizou para levantar recursos para comprar a passagem”, relata Marcos.

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