Um projeto sem custos para o Estado e que é capaz de cruzar os dados de impressões digitais de 4,5 milhões de capixabas em instantes. Esta é a ferramenta desenvolvida por um ex-policial civil e que, por meio do deputado estadual Delegado Danilo Bahiense (PSL), foi apresentada à Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), na última sexta-feira (9), e que pode ser adotada pela Polícia Civil do Espírito Santo.

O programa desenvolvido é o Afis Civil, que assegura que um único documento seja emitido para cada pessoa. Desta forma, ele impede a emissão de documentos ideologicamente falsos. Para aplicações policiais, ainda é possível identificar pessoas por fragmentos de digitais encontrados na cena do crime, identificar indigentes, e reconhecer foragidos da justiça e/ou pessoas com mandados de prisão em aberto.

Ideia foi apresentada à Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), na última sexta-feira (9), e que pode ser adotada pela Polícia Civil do Espírito Santo.

A ferramenta, cuja licença está sendo oferecida gratuitamente para o governo do Estado, foi apresentada para o secretário de Estado da Segurança Pública, Roberto Sá, o subsecretário de Estado de Inteligência, José Monteiro Júnior, o subsecretário de Estado de Gestão Administrativa, Vinícius Xavier Teixeira, e o responsável pela Delegacia Online (Deon), delegado Jordano Gasperazzo.

Bahiense apontou que em virtude de a gestão estar priorizando ações tecnológicas e de baixo custo, um programa gratuito e após passar por todos os devidos testes pode ser um reforço para a Polícia Civil, que recentemente obteve o retorno da tecnologia Afis Criminal, que consegue reconhecer criminosos identificados na forma direta. O retorno do Afis Criminal foi uma indicação do deputado Danilo Bahiense (912/2019) atendida pelo governo do Estado. O pedido de implantação do Afis Civil é outra indicação do parlamentar (911/2019).

“Só no Espírito Santo são produzidas 22 mil carteiras de identidade ao mês e muitas delas são ideologicamente falsas. O Afis Civil é um programa muito caro, mas temos a oportunidade aqui de obter a licença de forma gratuita”, contou o Bahiense.

O parlamentar afirmou que a base de dados de digitais de pessoas no Estado é de 4,5 milhões de indivíduos. Desse total, cerca de 3 milhões já tiveram suas impressões digitalizadas, de acordo com o delegado Jordano Gasperazzo.

O programa que está sendo oferecido ao Estado é da empresa fluminense Biometric IT. Maurício Xavier, responsável por essa empresa e ex-policial civil, afirmou que não terá acesso ao banco de dados de digitais e que isso ficará sob a tutela da Polícia Civil. Caso haja testes da ferramenta, tudo isso será feito conforme o protocolo de segurança.

Xavier contou que ainda é possível catalogar neste Afis os dados das digitais em “carteira de identidade”, “suspeitos” e “indigentes”.  Também é possível a troca de informações com outras unidades da federação que já disponham de tecnologia semelhante.

O secretário Roberto Sá afirmou que a iniciativa “é muito interessante” e que “a Sesp precisa de uma ferramenta assim”.  O titular da pasta declarou que será verificado junto com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos se há possibilidade de realização dos testes e quais são os caminhos legais para isto, sem haver prejuízos em certames.

Bahiense se mostrou contente com o interesse da Sesp. “Quem ganha com isto é o Estado e a população. O governo, por não ter de gastar, caso isso venha a acontecer. E a população, porque vai ver uma maneira de ter a ordem preservada, com uma redução drástica de emissão de carteiras falsas e um golpe contra criminosos que ficam impunes e que serão presos”.

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