O muro de arrimo construído na Praia de Meaípe para conter o avanço do mar passou pela sua primeira prova desde a construção no ano passado. Nesta segunda-feira (15) moradores novamente ficaram alarmados com a força das ondas que arrebentavam na orla, mas desta vez sem a mesma destruição causada ano passado.

Há um ano, a passagem de uma frente fria associada a um ciclone extratropical pelo litoral capixaba provocou ventos fortes sobre o oceano e causou uma enorme erosão na praia de Meaípe. Grande parte do muro de contenção foi destruído pela força do mar, postes e várias árvores tombaram, interditando a praia.

O muro foi construído ano passado para conter a destruição da orla da Praia de Meaípe. foto: Roberta Bourguignon

Quatro meses após os estragos, um novo muro de contenção com 330 metros foi construído na orla, e a rua foi refeita. A Defesa Civil Municipal está monitorando a orla diariamente, e orienta os banhistas a não entrarem no mar, já que muitas pedras estão chegando até a praia, e um mergulho sem o determinado cuidado pode ser fatal.

“Pela parte da manhã, a maré recua um pouco mais, e é possível ver algumas pedras. Porém, muitas outras pedras tapadas pela areia, acabam trazendo riscos aos banhistas. Nesse período, a Defesa Civil Municipal e o Corpo de Bombeiros orientam as pessoas a evitarem entrar no mar, porque podem ocorrer acidentes, como um mergulho de cabeça na pedra”, esclarece o gerente da Defesa Civil, Romildo Scalzer.

A previsão de ressaca do mar, segundo a Defesa Civil, é de agosto e setembro. Na semana passada, rajadas de ventos de 60 a 70 km que atingiram o município causaram danos na região de Meaípe. Segundo Scalzer, 28 árvores caíram com a força do vento. “A região de Meaípe foi a mais afetada. Somente nessa área, 28 árvores foram arrancadas com a força do vento”, relata.

 

Até o final do mês de setembro, o órgão declarou que vai monitorar diariamente o local.  “Esse mês de agosto completa-se um ano da erosão que tivemos e preocupou moradores e comerciantes com o avanço do mar. Com a previsão de ressaca, será importante esse monitoramento diário”, completou Scalzer.