Depois do portal27 mostrar o descaso que ocorria nas Ruínas, um dos pontos históricos mais lindos da cidade (Confira matéria aqui), a Prefeitura de Guarapari divulgou em seu site o projeto de estabilização e reconstituição das paredes do monumento e o projeto de restauro da edificação da Igreja Velha. A empresa Perini Muniz será a responsável pela obra.

A equipe responsável pelo projeto, que foi apresentado no último dia 30 em uma reunião do REPAS (Rede de Promoção de Ambientes Seguros), é formada por Maria Izabel Perini Muniz – Coordenadora do Projeto, Viviane Pimentel – Mestre em Restauro, Paulo Kstrupe Pal – Arquiteto, Daniele Borelli Cintra – Engenheira e Mestre e Silva Puccioni – Engenheira do IPHAN e Doutora em materiais de restauro.

Medidas urgentes

Por causa dos danos causados pelo tempo, pela falta de manutenção e pelo vandalismo, algumas ações emergenciais serão tomadas, para que assim possa ser possível restaurar o espaço com segurança.

Ruínas devem voltar ao formato original. Foto: Divulgação.
Ruínas devem voltar ao formato original. Foto: Divulgação.

De início é necessário estabilizar as paredes danificadas, que estão instáveis, regenerar a alvenaria e remover elementos espúrios, causados por ação da infiltração e pela presença da vegetação. Depois será necessário fazer a estabilização estrutural das paredes danificadas e instáveis, realizar uma limpeza superficial e utilizar argamassa para preencher os locais comprometidos.

Uma ação de preenchimento e fechamentos dos arcos e lacunas para sustentação durante o procedimento de restauração também será necessária nos pontos críticos. Como todos esses processos, será possível retomar a forma original da igreja.

Acessibilidade

Após a conclusão do projeto, a equipe espera que o visitante possa conhecer e observar o monumento a partir de diversos pontos de vista, contando com bancos para descanso temporário e contemplação, além de espaços para painéis informativos e para orientação de portadores de necessidades especiais, com totem em Braille.  A inclusão de pessoas com mobilidade reduzida foi uma das diretrizes na escolha da proposta, viabilizando a visitação acessível ao longo de todo o trajeto.

Espaço será acessível aos portadores de deficiência. Foto: Divulgação.
Espaço será acessível aos portadores de deficiência. Foto: Divulgação.

A intervenção, por parte dos restauradores, será mínima e defenderá um diálogo harmônico de materiais antigos e atuais, com uso predominante do aço corten e da madeira.  Para possibilitar a visitação em sistema de circulação horizontal, com piso de madeira, que conduz o visitante, tanto interna quanto externamente, à ruína por meio de rampas metálicas que, além de possibilitar novos ângulos visuais das ruínas, o levam a um terraço projetado no nível do antigo coro.

Com informações da PMG

Deixe seu comentário