Senadora capixaba cobra posicionamento do PMDB em Brasília

Em discurso durante a convenção nacional do PMDB, na manhã de ontem (12), em Brasília, a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso e coordenadora da bancada federal capixaba, avaliou que “o tempo do povo brasileiro não é o tempo dos políticos”, ao se referir às crises política e econômica e a falta de postura de seu partido.

Contrária a ideia de adiar por 30 dias a definição sobre o possível rompimento com o governo, decidido pelos peemedebistas na convenção, Rose cobrou agilidade da sigla por considerar que não há mais tempo a perder. “Os políticos todos acham que podem esperar, quando a economia toda já foi para o buraco. Não temos tempo porque o povo não quer dar tempo ao PMDB, a qualquer partido político, a qualquer político que não quer tomar posição”, criticou.

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Rose cobrou agilidade da sigla por considerar que não há mais tempo a perder.

A parlamentar reforçou o seu discurso ao lembrar que o resultado da indecisão do partido em relação ao governo só contribui para ampliar ainda mais a crise. “Basta olhar para as ruas e entender que o tempo do povo brasileiro, a sua paciência, acabou. Estamos deixando suspensa uma pauta (sobre o rompimento) que diz respeito a vida deste país. O PMDB que aqui está tem que agir em consonância com o povo do Brasil. Não podemos de moção, em moção, de mês em mês, empurrar a agonia deste país”, alertou.

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“Basta olhar para as ruas e entender que o tempo do povo brasileiro, a sua paciência, acabou. “

Comissão – Desde o início da convenção, peemedebistas de diversos estados inflamavam o discurso sobre a proposta de rompimento definitivo com o governo federal. Presidente da mesa que conduziu os trabalhos, o ex-ministro Eliseu Padilha (RS) esclareceu que foi decidido que em 30 dias as moções apresentadas serão respondidas por uma comissão que será formada.

A proposta foi apresentada pelo deputado federal Ronaldo Benedet (SC) e aprovada pela maioria em plenário. Atualmente, o cargo de ministro da Aviação Civil, destinado ao PMDB, está vago com a saída de Padilha em dezembro de 2015.

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