Três pessoas foram presas na tarde de hoje (2), no estacionamento de um supermercado no bairro Muquiçaba suspeitos de compra de votos. Com eles, foram encontrados mais de R$ 30 mil em dinheiro, uma lista com mais de 20 páginas com nomes, números de CPF e Título de Eleitor.

A PM contou o dinheiro ainda no local da apreensão. Foto: João Thomazelli/Portal 27
A PM contou o dinheiro ainda no local da apreensão. Foto: João Thomazelli/Portal 27

O Promotor de Justiça Eleitoral de Guarapari, Saul Cláudio Guimarães Maimeri, recebeu a denúncia través do TRE de que o pai de um candidato a vereador estaria comprando votos no bairro Adalberto Simão Nader. O promotor de Justiça pediu apoio da Polícia Militar para averiguar o caso, mas ao passar em frente ao supermercado viu a caminhonete da denúncia e fizeram a abordagem.

“Fomos averiguar a denúncia de que as pessoas de uma S10 branca estava comprando voto no Bairro Adalberto e fomos averiguar e nos deparamos com a caminhonete aqui. Não podemos falar o nome do candidato porque ainda não foi comprovado o crime. Mas como o pai do candidato tinha uma arma, ele vai responder por crime normal também”, disse o promotor Saul Cláudio Guimarães Maimeri.

Os detidos estavam no estacionamento de um supermercado quando foram surpreendidos pela polícia. Foto: João Thomazelli/Portal27
Os detidos estavam no estacionamento de um supermercado quando foram surpreendidos pela polícia. Foto: João Thomazelli/Portal27

Na caminhonete foi encontrado um revólver calibre 38 com cinco munições, R$ 31.950,00 em dinheiro, uma caixa com santinhos do candidato  Rafael Mota, que é filho de um dos detidos, um soco inglês, um canivete e uma lista de pelo menos 20 páginas com nome e número de documentos de eleitores.

Os três detidos foram levados para a delegacia de Guarapari e serão ouvidos nesta tarde pelo delegado de plantão. De acordo com informações dos policiais que participaram da prisão, os eleitores recebiam R$ 60 por voto. Nossa equipe tentou falar com o candidato por várias vezes através do seu telefone, mas as ligações chamavam até cair na caixa postal.

 

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