A ampliação do Parque Estadual Paulo César Vinha é tema de uma audiência pública promovida pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, que busca ampliar a participação da sociedade nas decisões sobre a gestão ambiental no Espírito Santo.
A consulta pública está aberta e permite que moradores, instituições e demais interessados enviem contribuições por meio de formulário disponível no site do órgão até a próxima sexta-feira (17). A iniciativa tem como objetivo fortalecer o diálogo com a sociedade e reunir sugestões para o planejamento da unidade de conservação.

De acordo com especialistas, a expansão pode favorecer a criação de corredores ecológicos — áreas de vegetação nativa que conectam fragmentos florestais —, contribuindo para a preservação da biodiversidade local. Espécies como lagartos, gambás, tatus, aves, garças e corujas estão entre as que podem ser diretamente beneficiadas.
O parque já desempenha papel importante na conservação ambiental, abrigando espécies ameaçadas de extinção, como a planta coroa-de-frade e o ouriço-preto, além de espécies endêmicas, como algumas rãs e libélulas. A unidade integra a Área de Proteção Ambiental de Setiba, que protege áreas de restinga e a região marinha do arquipélago das Três Ilhas.
A estrutura do parque conta com alojamento para pesquisadores, banheiros, sede administrativa, estacionamento, mirante, porto para caiaque, portaria com vigilância e trilhas sinalizadas. Entre os diferentes ambientes naturais presentes estão lagoas, praias, dunas, costões rochosos, planícies alagadas e vegetação de restinga.
Um dos principais atrativos é a Lagoa de Caraís, conhecida popularmente como Lagoa da Coca-Cola, famosa pela coloração escura de suas águas.
O parque funciona diariamente, das 8h às 17h, com acesso às trilhas permitido até as 15h. A entrada é gratuita e não exige agendamento prévio para visitantes individuais. Já grupos entre 15 e 40 pessoas, como escolas e excursões, devem realizar agendamento antecipado em dias úteis.
Criado originalmente em 1990, o parque recebeu em 1994 o nome atual em homenagem ao biólogo Paulo César Vinha, que foi morto em 1993 ao atuar contra a extração irregular de areia na região.











