O que era para ser uma festa do futebol feminino em Fortaleza transformou-se em um cenário de caos e muita polêmica. Na noite desta terça-feira (9), a Seleção Brasileira foi derrotada por 1 a 0 pelos Estados Unidos na Arena Castelão, mas o resultado ficou em segundo plano diante de uma arbitragem confusa que resultou em sete expulsões do lado brasileiro — incluindo quatro jogadoras, o técnico Arthur Elias e dois membros da comissão técnica.
O confronto marcou o segundo amistoso de junho entre as seleções, que serve como preparação para a Copa do Mundo de 2027. No primeiro duelo, disputado no último sábado (6) na Neo Química Arena, o Brasil havia vencido as rivais de virada por 2 a 1.

Festa nas arquibancadas, tensão no gramado. A torcida cearense deu um show à parte: 55.744 torcedores compareceram ao Castelão, estabelecendo o novo recorde histórico de público para um amistoso da Seleção Feminina. Com direito a mosaico, o clima era de celebração, mas o desempenho em campo não acompanhou a energia da arquibancada.
Apesar de grandes defesas da goleira Lorena, o Brasil viu os EUA abrirem o placar aos 17 minutos do segundo tempo, com um gol de Wilson após um desvio na lateral Isabela. Atrás no marcador, a equipe brasileira demonstrou nervosismo, e a árbitra espanhola Paola Lopez perdeu o controle da partida. Ao todo, foram distribuídos 10 cartões amarelos (cinco para cada lado) e uma enxurrada de vermelhos para o Brasil.
O festival de cartões vermelhos. Todas as expulsões brasileiras aconteceram na etapa final e após o término do jogo:
- Arthur Elias (Técnico): Expulso por reclamação.
- Bia Zaneratto e Tarciane: Receberam o vermelho com a bola rolando.
- Ludmila e Kerolin: Expulsas após o apito final por protestarem contra a arbitragem.
- Comissão Técnica: Outros dois integrantes foram mandados mais cedo para o vestiário.
Acusações de “Palhaçada” e “Xenofobia”. A atuação da árbitra espanhola gerou revolta imediata. Na saída de campo, a rainha Marta não poupou críticas e classificou a arbitragem como uma “palhaçada”. Já o técnico Arthur Elias foi ainda mais contundente na coletiva de imprensa, utilizando a palavra “xenofobia” para definir a postura e os critérios da juíza contra os profissionais brasileiros.










