
A rede elétrica de Cuba sofreu um novo colapso total no final da noite deste domingo (2), deixando a ilha — que conta com aproximadamente 10 milhões de habitantes — completamente no escuro. A informação foi confirmada pela estatal União Elétrica de Cuba em suas redes sociais, embora a empresa não tenha detalhado as causas técnicas imediatas do apagão.
A nova interrupção ocorre após o país registrar três episódios de apagões gerais ao longo do mês de julho. A sequência de blecautes reflete o desgaste da infraestrutura energética local, somado às crescentes dificuldades enfrentadas pelo governo cubano para garantir a importação de combustíveis necessários ao funcionamento das usinas.
Escassez de combustível e pressões internacionais
A crise de energia na ilha se intensificou após restrições ao fornecimento de petróleo impostas por sanções dos Estados Unidos. A Venezuela, que historicamente figurava como a principal fornecedora do insumo para Cuba, teve o envio interrompido após desdobramentos políticos em Caracas no início de janeiro. Além disso, as remessas provenientes do México também foram paralisadas diante das pressões norte-americanas.
Com a infraestrutura envelhecida e sem insumos suficientes para manter a geração de energia em níveis operacionais, o sistema elétrico nacional vem operando sob extrema pressão.
Abertura no setor de energia
Diante do desabastecimento crítico e das sanções, o governo em Havana iniciou uma abertura gradual no setor energético, historicamente sob controle rígido do Estado.
Entre as medidas recentes adotadas para tentar mitigar a crise, o governo cubano autorizou o primeiro empreendimento de importação de combustível com participação de capital estrangeiro. Paralelamente, cerca de 200 empresas locais receberam permissão para atuar na distribuição de combustível no mercado atacadista.










