A rede mundial de computadores, a internet, é algo incrível, extraordinário, sensacional, e sem limites. Ela encurta a distância entre pessoas em todo o mundo, quebra barreiras, e permite que façamos coisas, “que eu ainda” acho fantástico, como por exemplo, conversar com uma pessoa que está a milhares que quilômetros de distância, como se ela estivesse aqui na casa ao lado, enfim é uma ferramenta realmente magnífica. A “tal” rede é tão surpreendente, que superou a barreira do chamado “medo do novo”, mergulhamos de cabeça nesse oceano, como descobridores de um mundo novo. Nesta rede de imaginário infinito, se pode tudo, nela as pessoas se conhecem, interagem, namoram, e negociam de tudo, – até a virgindade como vimos a pouco tempo – num verdadeiro mercado de ondas, fios, e cabos, o sistema, a rede.  O fértil campo do universo virtual é aberto e ilimitado, e foi nele que surgiram as Redes Sociais.

Nelas vemos de tudo, e foi ai que descobri as novas pessoas. Surgiram  juristas, sociólogos, especialistas em gestão, em política, ordeiros, éticos e cidadãos acima do bem e do mal. Nessas redes podemos acompanhar – e/ou participar – de discussões, grupos, fóruns, ou meramente assistirmos muitas vezes, um debate saudável e educado, ou ainda, sermos expectadores de gladiadores virtuais. Aliás, ainda bem que neste mundo de sistemas, ainda não inventaram a lança nem a espada, do contrario teríamos verdadeiros combates nesta arena de gabinete, mouse, teclado, etc. Também já observei, e ainda vejo com pesar,  pessoas se alimentando de ódio, de raiva, de mágoa e ressentimento, por atritos criados no ambiente da rede. Mecanismos fenomenais como o facebook e o twitter, sendo usados de forma pequena, baixa, mesquinha, egoísta, pobre.

A agressão de forma ampla e diversa já se tornou comum, mas uma outra forma de linguagem também já se tornou corriqueira, os palavrões de toda sorte. Já tive os desprazer de ver posts – que eu não sei como foram para lá – usando de vocabulários chulos ao extremo. Neste mar de piratas modernos, senhas são roubadas, contas saqueadas, mensagens são publicadas em nome de outras pessoas, denegrindo e causando constrangimentos desnecessários. Candidatos a cargos públicos, e militantes políticos querendo brigar na rede por conta da defesa de seus “ideais”. Esta é a rede, e nela tanto existe a banda podre, como também uma corrente do bem, e é esta que devemos cultivar e difundir. Queremos uma sociedade e um mundo melhor para se viver, e esta mentalidade podemos e temos o dever de implementar em todos os lugares, inclusive neste ambiente de tudo e de todos. Fomentar a informação, a educação, a cultura, os bons costumes, a ordem, e a diversidade de ideias,  respeitando a opinião do outro, é e será sempre, a obrigação de todos, quer seja, na família, nas escolas, nos partidos políticos, e certamente também nas redes sociais, afinal, elas irreversivelmente fazem parte de nossa existência.

Texto: Fabiano dos Santos – [email protected]