Nesta quinta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro lançou oficialmente seu mais novo partido “Aliança pelo Brasil”. Mesmo em meio a incertezas sobre a viabilidade de legenda, o presidente da república pronunciou um discurso forte em oposição ao comunismo.

Na convenção de lançamento oficial desse partido, pelo nome “Aliança pelo Brasil”, estavam presentes Jair Bolsonaro e seus filhos Flávio e Eduardo. Também foi anunciado que Bolsonaro seria o presidente do “Aliança” e seu filho, Flávio, vice.

No auditório de um hotel em Brasília, a advogada Karina Kufa afirmou que o partido é conservador, comprometido com ordem e liberdade e de oposição às “falsas ideias do globalismo”. Kufa anunciou que o partido “se esforçará para divulgar verdades sobre crimes do movimento revolucionário, como comunismo, globalismo e nazifascismo”.

A advogada ainda assegurou que o partido estabelecerá relações com siglas e entidades de países que “venceram o comunismo”, como os do Leste Europeu. Karina Kufa, ainda em conferência, leu os princípios do novo partido:

  • Respeito a Deus e à religião;
  • Respeito à memória e ao povo brasileiro;
  • Defesa da vida;
  • Garantia de ordem e segurança.

Cerca de 30 deputados do Partido Social Liberal (PSL) pretendem migrar para o novo partido. Entretanto, os atuais membros da futura legenda afirmaram que os filiados não serão admitidos, caso forem condenados em segundo grau de jurisdição pela prática de crimes hediondos, equiparados, corrupção e violência contra a mulher.

Com o intuito de integrar o partido nas eleições municipais em 2020, Bolsonaro deseja coletar assinaturas digitais para colocar seu projeto em prática. O presidente da república ainda afirmou que, se não for possível a legenda por coleta eletrônica, o partido fica de fora das eleições do próximo ano. O TSE decide na próxima terça (26) se é possível aceitar assinaturas eletrônicas para a instituição de um novo partido político.

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