A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou um pacote com dez novas regras destinadas a combater a cera e o antijogo nos gramados do país. A decisão foi alinhada durante reunião com representantes dos 40 clubes que disputam as Séries A e B do Campeonato Brasileiro, e as alterações passam a ser aplicadas a partir da próxima rodada das competições.
A iniciativa visa elevar a fluidez das partidas no Brasil. Segundo levantamento apresentado pela entidade, o futebol brasileiro ocupa atualmente a penúltima colocação em tempo de bola rolando entre as principais ligas do mundo, superando apenas o campeonato argentino.
Prazos para reinício de jogo e “regra Vini Jr.”
As novas diretrizes impõem limites operacionais rígidos para o reinício do jogo em situações de bola parada e paralisações médicas:
Controle de tempo: Fixação de prazos máximos para a cobrança de arremessos laterais, tiros de meta, substituições de atletas e reposições de bola efetuadas pelos goleiros.
Atendimento médico: Modificações nos protocolos de entrada e prestação de socorro aos atletas no gramado.
Proibição de cobrir a boca: Implementação da chamada “regra Vini Jr.”, que prevê sanções disciplinares para jogadores que taparem a boca com as mãos ou camisas ao discutirem com adversários.
Ampliação do escopo do VAR
O árbitro de vídeo (VAR) teve suas atribuições de checagem expandidas no futebol nacional. A partir da vigência do novo regulamento, o sistema de vídeo estará autorizado a intervir e revisar dois novos tipos de lance:
Jogadas que originem o segundo cartão amarelo e a consequente expulsão de um atleta.
Cobranças de escanteio que resultem diretamente em gol ou em marcação de pênalti.










