Uma operação conjunta entre a Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) e a Polícia Militar (PM) resultou na prisão de Rafael Gomes de Souza, de 22 anos, Gutiery dos Santos Boaventura, de 21 anos, e Silvia Regina Viana Queiroz, de 42 anos, nesta quarta-feira (16). Os três são acusados de terem furtado joias em uma casa, em Setiba, no dia 03 de julho.

Segundo a polícia, Silvia avisou os três homens envolvidos no crime o melhor momento para invadirem a casa e pegar as joias.

Segundo o delegado da Depatri Marcos Nery, Silvia trabalhava na casa da vítima e chegou a registrar a ocorrência. Em depoimento ela contou que três homens  entraram na casa de capacete, a renderam e amarraram para furtar as joias da sua patroa, que ficavam dentro de uma gaveta no quarto da vítima. “Ela fez um registro da ocorrência dizendo que tinha sido assaltada. “A própria Silvia veio aqui registrar a ocorrência sendo que sabia de toda a história e quem tinha roubado. Mesmo assim, ela continuou trabalhando na residência até que hoje conseguimos cumprir o mandato”.

Nery afirmou que com as investigações foi descoberto que, na verdade, Silvia, estava envolvida no crime. “Ela deu a informação de que a casa onde trabalhava tinha jóias e ficou de informar a eles quando o caseiro da casa estaria dormindo e não estivesse ninguém da casa lá. Segundo um dos envolvidos, ela fez contato com eles durante a hora do almoço. Eles foram lá e levaram só as joias. Não pegaram celular nem nenhum outro objeto de valor. Depois se evadiram utilizando uma moto Estrada roxa e uma Biz preta”.

O delegado explicou que chegou aos envolvidos através de uma das motos usadas no crime. “Após algumas diligências identificamos a moto roxa e depois identificamos um quarto envolvido nesse fato, que foi assassinado em Cachoeiro de Itapemirim. Depois conseguimos as informações que ao invés de ter sido um roubo, foi um furto mediante ao abuso de confiança e mediante fraude, pois ela simulou toda uma situação de que foi vítima de roubo quando, na verdade, ela fez contato telefônico com eles”.

Adalto e Renan foram presos nesta quinta-feira por receptação das joias furtadas.

Nesta quinta-feira (17) a Depatri prendeu Adalto de Assis Pereira, de 58 anos, e Renan Rufino Guedes, de 40 anos. Eles são acusados de receptação das joias furtadas. O delegado de plantão Alexandre Henrique da Rocha Campos explicou que “a Patrimonial fez a operação e foi cumprir o mandado de busca e apreensão e acabou encontrando algumas das joias roubadas. Foram recuperados um cordão de ouro e uma correntinha que a vítima reconheceu”.

Segundo o delegado, os advogados dois homens alegaram que eles não sabiam que as joias eram furtadas. “Eles disseram que não sabiam que as joias eram roubadas e que uma pessoa que foi vender no centro da cidade e como trabalham com isso acabaram comprando achando que era de boa fé”.

Rafael, Gutiery e Silvia foram autuados por furto mediante ao abuso de confiança e  fraude. Já Adalto e Renan foram autuados por receptação qualificada e a pena varia entre 2 e 8 anos de prisão.

 

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