Com apoio de 28 deputados – apenas Sergio Majeski (PSB) votou contra e houve ausência de Theodorico Ferraço (DEM) – o deputado Erick Musso (PRB) foi reeleito para novo mandato na presidência. Musso será o chefe da Assembleia Legislativa (Ales) para o biênio 2019/2021.

A chapa única registrada na disputa durante a sessão preparatória realizada na tarde de sexta-feira (1º) no Plenário Dirceu Cardoso para eleição e instalação da nova Mesa Diretora traz mais dois parlamentares da Mesa anterior: Marcelo Santos (PDT) permanece na 1ª vice-presidência e Raquel Lessa (Pros), que exercia o cargo de 1ª secretária, ocupa agora a 3ª secretaria.

Os deputados Torino Marques (PSL), Luciano Machado (PV), Emílio Mameri (PSDB) e Alexandre Xambinho (Rede), estreantes no Parlamento capixaba, ocuparão respectivamente a 2ª vice-presidência, e as 1ª, 2ª e 4ª secretarias respectivamente. 

O deputado Erick Musso (PRB) foi reeleito para novo mandato na presidência.

A presença de quatro novos deputados nos cargos da Mesa foi avaliada por Erick Musso como a demonstração do entrosamento da nova composição do Legislativo estadual, num equilíbrio de forças que reflete o reconhecimento do bom trabalho da gestão passada, abrindo espaço para novas ideias, oxigenando a evolução da Casa.

Erick disse que a manutenção de parte da Mesa anterior sinaliza que a nova composição reconheceu a importância dos esforços que permitiram a gestão passada inovar em várias direções, apesar de uma redução de R$ 17 milhões no orçamento. “Éramos uma Assembleia arcaica, burocrática e de portas fechadas do ponto de vista da acessibilidade de algumas pessoas e da prestação de serviços”, declarou o presidente.

Ele destacou que essa realidade mudou, pois hoje a Ales é o segundo parlamento estadual mais econômico do País e o primeiro totalmente digital, além de oferecer serviços à população como Delegacia do Consumidor, Procuradoria da Mulher, Procon e posto de emissão de identificação civil.

A missão da nova Mesa agora, enfatizou Musso, é aperfeiçoar o que já foi feito, e avançar ainda mais na modernidade por meio de tecnologias que possam ajudar, sobretudo, na desburocratização do processo legislativo e na prestação e qualidade dos serviços.

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Em entrevista coletiva, Erick Musso relatou que logo após as eleições de 2018 os deputados eleitos fizeram várias reuniões para decantar o processo de definição da nova Mesa. “Buscamos uma base pacífica, equilibrada, com governabilidade, e no centro disso estava a questão do orçamento que precisava ser reestudado e reelaborado para o governo de Renato Casagrande”, explicou.

hoje a Ales é o segundo parlamento estadual mais econômico do País e o primeiro totalmente digital, além de oferecer serviços à população.

Musso disse que a fotografia do novo comando da Casa, com a participação de quatro políticos novatos na Ales, demonstra que Legislativo está em sintonia com a nova realidade política do País, que exige oxigenação naquilo que precisa de mudanças e aperfeiçoamento do que está dando certo.

Em discurso na tribuna, o presidente adiantou que nas próximas semanas a nova Mesa Diretora anunciará mais uma série de novos projetos que vão continuar fortalecendo a relação entre o Legislativo e a sociedade.

Entre as novidades está a contratação de profissionais de Libras, um reforço no compromisso da Ales com a inclusão social. Outra medida irá fortalecer as parcerias com instituições de ensino, a fim de estreitar cada vez mais a relação entre educação e Poder Legislativo.

O presidente acrescentou que a Mesa vai incentivar o uso de bicicletas por servidores, em substituição aos carros, que poluem o meio ambiente e reduzem a qualidade de vida do cidadão da Grande Vitória. Segundo ele, a medida será uma sequência do programa “Assembleia Sustentável”, que já realizou ações importantes, como a substituição de monitores de computador por outros mais econômicos e lâmpadas fluorescentes e incandescentes pelas de LED.

Erick Musso afirmou ainda que as últimas eleições gerais mostraram que o Brasil passa por uma importante e profunda transformação social, que requer dos políticos e da sociedade em geral mais transparência em todos os atos, intransigência na defesa dos direitos humanos e diálogo permanente com as comunidades.

Musso alertou que o Parlamento precisa trabalhar muito para diminuir o índice de feminicídio (que cresce 20% ao ano no Espírito Santo), para impedir que empresas deixem o estado e para evitar que crimes ambientais como os de Mariana e Brumadinho aconteçam no ES.

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