Na tarde desta terça-feira (12) alunos e professores da escola Dr. Silva Melo, mais conhecida como Polivalente, deram início a Exposição Fotográfica dos Patrimônios Históricos e Afetivos de Guarapari, realizada no primeiro piso do shopping da cidade.

A exposição conta com 11 fotografias de pontos turísticos da cidade que foram feitas pelos próprios estudantes. Foto: Whatsapp

Durante o evento os estudantes Anaclara Gutierrez, de 17 anos, e Rian Gonçalves, de 19 anos, dançaram ao som da Valsa de Guarapari. Após a apresentação dos estudantes, o empresário Dino Pádua, de 91 anos, que mora na cidade há 70 anos, também prestou uma homenagem ao município tocando a Valsa de Guarapari em uma gaita.

Segundo a professora de Artes Fernanda da Silva Geraldo, a mostra tem 11 fotos feitas pelos próprios alunos. “As fotos abordam vários temas de Guarapari dentre eles material e afetivo. A exposição vai ficar aberta até o dia 30 de setembro porque estamos em um mês de festividade, de 126 anos de emancipação política. Estamos aproveitando o ensejo para exaltar a história, que é muito bonita e data do século XVI. Os alunos do primeiro ano fizeram esse recorte fotográfico para mostrar o que Guarapari tem de melhor”.

Na ocasião, os estudantes Anaclara Gutierrez, de 17 anos, e Rian Gonçalves, de 19 anos, dançaram ao som da Valsa de Guarapari. Foto: Rafaela Patrício

A professora de História Aline Ramos Brandão contou que é de São Gonçalo, no Rio de Janeiro e inicialmente conheceu a cidade como turista, mas se apaixonou por Guarapari e passou a morar aqui em 2015. Ela disse ainda que decidiu fazer o trabalho quando percebeu que os alunos não conheciam a história do município. “Assim que cheguei já quis trabalhar com os alunos com isso. Em 2016 já comecei esse projeto porque estranhei muito o fato dos próprios moradores não conhecerem a história da cidade, os patrimônios e a memória. Primeiro fizemos o levantamento da história, depois o recorte fotográfico e exposição”.

“O objetivo é conhecer, valorizar a história, a memória e o patrimônio não só histórico, mas afetivo também. Nosso lema é conheça, valorize e apaixone-se. A gente acredita que quem ama cuida e a gente só vai amar o que a gente conhecer. Então o primeiro passo é fazer os nossos alunos serem conhecedores e divulgadores desse conhecimento. Estamos plantando uma sementinha para que eles depois venham florescer e distribuir os frutos para a cidade inteira”, explicou a professora Aline.

Monumentos Históricos importantes como a Antiga Matriz Nossa Senhora da Conceição estão representandos em maquetes. Foto: Whatsapp

O diretor da escola Frederico Feitão explicou que outro intuito da exposição é tornar a escola mais interessante para os estudantes. “A escola hoje é muito desinteressante para os jovens porque oferece pouca coisa. Ainda mais no caso do Polivalente que tem uma obra enrolada há pelo menos 7 anos. As questões curriculares também não atendem aos anseios da população mais jovem então se a gente não investir na cultura e no esporte, a gente não consegue atrair o jovem para a escola. A pior escola que existe salva vidas então se você não tiver o jovem na escola, você tem uma sociedade decadente. Precisamos incentivar padrões de comportamento diferentes dos que tem acontecido hoje”.