A população de Guarapari foi surpreendida na manhã desta quarta-feira pela notícia do falecimento do educador Pedro do Carmo Lucci, morto pela covid-19. Pedro era sócio e diretor do colégio Maxime e deixa a esposa, Mary Lucci, os dois filhos, Pedro Henrique Lucci e Marcela Lucci, e dois netos, Pedro Sol e Martina.

Começando sua carreira com destaque nas escolas públicas, Pedro trabalhou por vários anos em conjunto com seu sócio, Luiz Henrique Eulálio de Souza, em prol de transformar a educação da cidade e, além de profissionais capacitados, formar também pessoas melhores. Foi com este objetivo que fundou primeiramente o Colégio Magister, que posteriormente se transformou no Maxime Centro Educacional.

O educador foi internado no começo deste mês de dezembro, com sintomas da covid-19 e, posteriormente, passou pelo processo de intubação. Apaixonado em viver e colecionando lembranças de viagens por todo o mundo, Pedro lutou arduamente até o fim, superando as expectativas dos médicos, porém, não resistiu.

Pedro em uma de suas viagens pelo mundo, sempre bem humorado e ansioso para conhecer novos lugares.

Devido a pandemia, o velório e o enterro só podem ser acompanhados por 10 pessoas, no entanto, isso não impediu a população de prestar as homenagens para ele. Um cortejo com mais de 100 carros saiu da frente do Sesc e o acompanhou até o cemitério Parque Paraíso, onde foi sepultado e homenageado com salvas de palmas por diversas vezes.

Os filhos também prestaram as homenagens, e contaram sobre a luta do pai e os legados que ele deixou para todos, plantando sempre o bem e conquistando amizades verdadeiras.

“O meu pai pegou coronavírus, passou pelo processo de intubação e lutou até o último dia. Ele foi um guerreiro, a gente acreditou até o último dia, ele é um vencedor porque foi firme e forte até o último dia, mas infelizmente esse vírus é muito cruel e ele foi descansar. Meu pai é o amor da nossa vida, nosso paizão e professor da vida de muita gente, construímos um colégio junto do meu tio Luiz, da minha mãe e da minha tia. Ele deu aula pra muita gente e é um exemplo a ser seguido, o exemplo que ele deixa pra gente é esse, ser forte e corajoso”, contou Marcela, filha de Pedro.

Já Pedro Henrique, filho de Pedro, falou sobre o legado dele e comentou sobre a importância de levar o vírus a sério e respeitar as diretrizes de segurança impostas.

Pedro e a esposa, Mary, em mais um de seus passeios e comemorações.

“O legado que ele deixa pra gente é esse, ser uma pessoa do bem, uma pessoa que sempre ensinou a plantar o bem, amor, e a gente está vendo isso agora, nessa passagem dele. Com certeza ele foi descansar e está num lugar melhor que a gente, o que ele deixa de legado é essa família linda de amigos, todas amizades verdadeiras, isso foi muito bonito”, comentou Pedro Henrique.

Que finalizou. “Estamos vivendo a segunda onda, meu pai foi acometido por essa segunda onda que eu acredito que tem uma influência da eleição, desse descaso de poder público, e agora a gente está tendo o réveillon, festas. A gente vive numa cidade turística, é importante falar que meu pai estava respeitando o isolamento, não saiu de casa e foi acometido pelo vírus, e agora a gente está vivendo uma época de verão, de festas. Provavelmente depois, como nossa família está chorando agora, muitas famílias de brasileiros vão passar por isso, pelo descaso e ignorância da nossa parte, de não respeitar a doença”.

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