O Ministério de Minas e Energia até chegou a cogitar que, para economizar energia, o governo estudava ampliar o período do horário de verão este ano. A possibilidade foi analisada diante do cenário atual de crise do setor elétrico e com os índices de chuva abaixo do esperado nos últimos meses. No entanto, o governo federal decidiu não prorrogar a vigência do horário de verão, e com isso, os brasileiros podem reajustar os relógios no dia 22.

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A partir do dia 22, será preciso atrasar o relógio em 1 hora.

A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (11) pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, após reunião com a presidente Dilma Rousseff. Braga explicou que, com mais um mês de horário de verão, algumas localidades do país ficariam com um período da manhã mais escuro, acarretando mais consumo de energia. Ele disse também que a economia no final da tarde não seria tão expressiva, já que o pico de consumo tem se deslocado do final da tarde para o início da tarde.

Quais as vantagens de ampliar o horário de verão. “Do ponto de vista da energia, parte do Brasil ficaria pela parte da manhã no escuro, e nós teríamos, portanto, mais consumo de energia de manhã. Em que pese, na parte da tarde, podermos ter um ganho de energia que seria mais importante se a ponta de carga estivesse se confirmando, coisa que, graças a uma série de medidas, conseguimos atenuar e também porque estamos passando o período de fevereiro e o mês do verão”, explicou o ministro.

O horário de verão começou no dia 19 de outubro para os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O principal objetivo da medida é reduzir o consumo de energia no horário de pico, registrado a partir das 18h, aproveitando melhor a luminosidade natural.

Com informações do Zero Hora.

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