Cerca de quarenta taxistas compareceram hoje na reunião marcada com o Ministério Público e a prefeitura de Guarapari para discutir a situação da categoria na cidade. Assim como ocorreu ontem, o promotor de Justiça Jefferson Valente disse que não vai tolerar táxis sem taxímetro na cidade depois da licitação.

O promotor ouviu as reclamações dos taxistas, que se sentem prejudicados com o andamento do edital que vai selecionar 105 profissionais. A entrega dos envelopes com as propostas dos candidatos está marcada para o começo do mês de março. Veja a matéria do edital aqui.

O promotor disse que não vai tolerar táxi sem taxímetro depois da licitação. Foto: João Thomazelli/Portal 27
O promotor disse que não vai tolerar táxi sem taxímetro depois da licitação. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Também foram debatidas questões como os preços abusivos cobrados por alguns taxistas nas corridas feitas dentro da cidade e a falta de taxímetro.

O promotor já havia declarado ontem que não ia admitir a circulação de táxis sem o taxímetro. Hoje ele reiterou para os presentes que depois do fim da licitação, “após trinta dias depois de publicada a lista com os aprovados, qualquer carro sem o taxímetro será considerado ilegal”.

E disse ainda: “Pirraça é para criança de cinco anos. vocês têm que se profissionalizar. O Uber está tomando mercado de vocês em todos as grandes cidades.  Não é justo e não vamos permitir que o cara tenha três, quatro placas e coloque gente para trabalhar para ele. Isso acabou”.

O promotor também explicou para a categoria, que está disposta a boicotar a nova licitação, que eles correm o risco de ficar sem poder trabalhar.

Cerca de 40 taxistas compareceram à reunião. foto: João Thomazelli/Portal 27
Cerca de 40 taxistas compareceram à reunião. foto: João Thomazelli/Portal 27

“Licitação vai acontecer, com ou sem vocês. Vocês estão cometendo um equívoco. Vocês podem seguir dois caminhos: aguardar a decisão do STF e participar da licitação. Se vocês perderem a ação e não participarem da licitação, vocês ficarão sem nada! Se a decisão for favorável a vocês e a licitação for impugnada, melhor para vocês. Mas e se vocês perderem e não participarem da licitação?”, disse o promotor.

Sobre a questão da desconfiança dos taxistas sobre o processo licitatório, Marcos Paulo Gomes Dias, Procurador Geral da Prefeitura, disse que: “Basta compreender que o Ministério Público está acompanhando desde o começo. Não há porque desconfiar da lisura do processo”.

Para os delegados do Sindicato dos Taxistas em Guarapari, agora é hora de consultar os advogados. “Nós vamos conversar com o nosso advogado para saber o que ele nos aconselha. A decisão deve ser baseada naquilo que ele aconselhar, disse Silas Benevenuto.