
Um homem de 26 anos foi preso em flagrante na madrugada do último domingo (14), no bairro Horto Florestal, em Guaçuí, na região do Caparaó capixaba. Ele é suspeito de estupro de vulnerável e de produzir conteúdo explícito envolvendo a própria filha, uma criança de apenas sete anos.
O caso foi descoberto pela mãe da menina. Segundo o relato da mulher à Polícia Militar, ela acordou no meio da noite e foi até o quarto conferir como a filha estava. Ao tocá-la, a criança reagiu com um movimento brusco de proteção, aparentando medo. Diante do susto, a mãe a questionou sobre possíveis abusos — uma suspeita que já existia na casa, mas que a menor havia negado anteriormente. Desta vez, no entanto, a vítima confirmou as agressões.
Ao ser confrontado, o suspeito negou o crime e acusou a filha de mentir. Contudo, a mãe decidiu averiguar um aplicativo de fotos compartilhado entre o casal no celular e encontrou imagens explícitas da menor. Ao perceber a descoberta, o homem tomou o aparelho das mãos da esposa e fugiu. A mãe esclareceu à polícia que não teria havido “conjunção carnal”, mas confirmou a existência do registro das imagens.
Esconderijo em cafezal e confronto com a polícia. Após a denúncia, equipes da Polícia Militar iniciaram buscas e receberam informações de que o suspeito teria se escondido em uma propriedade na localidade de Pratinha de Santa Luzia, na divisa do Espírito Santo com o Rio de Janeiro. Os relatos indicavam ainda que ele estava armado.
Os militares localizaram o homem escondido em um cafezal. Ao notar a aproximação das viaturas, o suspeito levou a mão à cintura, sacou uma arma de fogo e a apontou na direção dos policiais, que reagiram e atiraram. Ninguém foi atingido na troca de tiros. O homem tentou correr pela lavoura de café, mas acabou cercado, detido e algemado. Durante o percurso da fuga, a polícia conseguiu recuperar o celular que ele havia jogado na estrada.
A Polícia Civil informou que o homem foi conduzido à Delegacia Regional de Guaçuí, onde foi autuado em flagrante pelos crimes de estupro de vulnerável e produção/registro de conteúdo explícito envolvendo menor de idade. O suspeito já foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP), onde permanecerá à disposição da Justiça.










